quinta-feira, 22/10/26
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Prefeita do PT vira alvo de polêmica após gastar R$ 818 mil em arroz orgânico de cooperativa ligada ao MST

Margarida Salomão, de Juiz de Fora, comprou 19 mil sacos do alimento para a merenda escolar municipal; gestão alega que recursos são provenientes do governo federal e obedecem à legislação

Secretária de Agricultura, Pecuária e Abastecimento veio à público esclarecer o caso Reprodução


Sob comando de Margarida Salomão (PT), a Prefeitura de Juiz de Fora se tornou alvo de críticas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por um contrato fechado no mês de maio com uma cooperativa ligada ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A gestão da petista assinou um documento com a Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região Porto Alegre Ltda (Cootap) pelo fornecimento de 19 mil quilos de arroz orgânico para a merenda escolar da cidade. Cada pacote de 5kg saiu no preço unitário de R$ 43,06. As informações são do Portal da Transparência.

O caso gerou grande repercussão no município com um vídeo do ex-candidato a deputado estadual Isauro Calais (PL). Na gravação, ele traz pacotes do alimento e os preços das mercearias locais:

— Isso é um verdadeiro absurdo. Aqui em Juiz de Fora você encontra arroz com preço infinitamente mais barato — diz.

Diante das críticas, a Prefeitura de Juiz de Fora se manifestou sobre o caso. A secretária de Agricultura e Abastecimento, Fabiola Paulino da Silva, afirmou não haver qualquer irregularidade na compra:

— Primeiro, o recurso é oriundo do governo federal, esse recurso é destinado para que no mínimo 30% seja de compra da Agricultura Familiar. A lei determina a prioridade de compra dos assentamentos da reforma agrária e a prioridade da compra de produtos orgânicos. Então, se vocês verificarem na internet hoje a prefeitura compra 5 kg de arroz orgânico pelo valor equivalente a 1 kg de arroz orgânico — disse a secretária.

Em nota, a gestão afirmou que a compra está dentro dos parâmetros legais, que determinam a priorização da agricultura familiar e de produtos orgânicos. “A compra se trata de arroz orgânico, e por isso não faz qualquer sentido comparar preços do arroz orgânico com arroz branco, vendido em supermercado”, diz trecho do pronunciamento.

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