quinta-feira, 22/10/26
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Arrecadação federal soma R$ 239,4 bilhões em setembro, recorde para o mês

Dados foram divulgados nesta quinta-feira (22/10), pela Receita Federal. Montante é praticamente o mesmo do verificado em agosto

Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 239,4 bilhões em setembro, em números corrigidos pela inflação, registrando acréscimo real de 5,62% em relação ao mesmo mês de 2025. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (22/10) pela Receita Federal.

No comparativo entre a arrecadação de agosto e setembro deste ano, houve aumento de 0,8%, já considerada a inflação. Em agosto, o valor (R$ 237,49 bilhões) foi recorde para o mês, considerando a série histórica iniciada em 1995.

Confira a arrecadação em cada mês de 2026 (sem considerar a inflação):

  • Janeiro: R$ 325,7 bilhões;
  • Fevereiro R$ 222,2 bilhões;
  • Março: R$ 229,2 bilhões;
  • Abril: R$ 278,8 bilhões;
  • Maio: R$ 266,7 bilhões;
  • Junho: R$ 264,4 bilhões;
  • Julho: R$ 289,3 bilhões;
  • Agosto: R$ 235,6 bilhões.
  • Setembro: R$ 239,4 bilhões.

Neste ano, até agora, a Receita arrecadou R$ 2,351 trilhões, o que representa uma alta real de 6,97%. O valor já desconta a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Na avaliação da Receita, o crescimento em setembro é explicado, principalmente, pelos seguintes pontos:

  • comportamento dos principais indicadores macroeconômicos;
  • aumento da linha “outras receitas administradas”, que teve influência de aumentos na arrecadação da “Cide Remessas ao Exterior”, arrecadação decorrente do Imposto de Exportação;
  • elevação da arrecadação da contribuição previdenciária decorrente do aumento real da massa salarial;
  • redução da desoneração da folha.

Também influenciou positivamente 0  Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre ganho de capital (IRRF-Capital).

O item apresentou crescimento real de 14,70%  em relação a setembro de 2025, em função dos rendimentos mais elevados de títulos de renda fixa e pela tributação de dividendos.

Confira: 

  • Imposto de Exportação — R$ 13,32 bilhões (+21,1);
  • Receita Previdenciária  — R$ 64,6 bilhões (+6,18%);.
  • IRRF-Capital — R$ 12,06 bilhões (+9,68%).

As justificativas do Fisco para arrecadação no acumulado do ano:

  • melhora na atividade econômica;
  • elevação da arrecadação da contribuição previdenciária decorrente do aumento real da massa salarial e da redução da  desoneração da folha;
  • crescimento da arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) diante do desempenho da arrecadação do lucro presumido, da estimativa mensal e do ajuste anual;
  • pagamentos atípicos da ordem de R$ 11 bilhões.

A Receita também destaca a maior arrecadação do PIS/Cofins em razão do melhor desempenho do setor de serviços
e do crescimento da arrecadação do setor de extração de petróleo e também houve crescimento da arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre ganho de capital (IRRF—capital).

O aumento na arrecadação do IRRF—capital está associado, segundo a Receita, ao desempenho da arrecadação de títulos de renda fixa (+28,81%), de Juros Remuneratórios sobre o Capital Próprio (+37,67%) e de Fundos de Renda Fixa (+10,32%) .

Confira:

  • Receita Previdenciária  — R$ 575,92 bilhões (+5,16%);
  • IRPJ/Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) — R$ 444,24 bilhões (+5,76%).
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