‘Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras’, diz Lula em artigo no jornal Washington Post

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Donald Trump e Lula — Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP via Getty Images/Via BBC

Presidente classificou novo tarifaço como ‘erro estratégico’, que vai prejudicar tanto o Brasil quanto a economia norte-americana.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em artigo publicado no jornal norte-americano “The Washington Post” neste domingo (26), que o governo não vai aceitar tentativas de usar a relação econômica entre Brasil e Estados Unidos para pressionar o país por motivos políticos ou influenciar as eleições.

“Tentativas de impor amarras ideológicas à parceria bilateral, ou de instrumentalizá-la para fins eleitorais, não se sustentam. Nunca antes um secretário de Estado norte-americano havia qualificado o Brasil como um país não-amigo. Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras”, escreveu o petista.

 

O texto foi publicado após oItamaraty negar um pedido de visto solicitado por dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que, segundo o governo brasileiro, viriam ao país para questionar a integridade e a confiabilidade do sistema eleitoral.

O Departamento de Estado norte-americano, no entanto, negou que eles tivessem o objetivo de interferir nas eleições.

🔎O jornal “Washington Post” foi o primeiro a revelar os planos dos dois funcionários do Departamento de Estado americano de viajar ao Brasil. A reportagem afirmava que, segundo autoridades americanas e brasileiras, os representantes do governo de Donald Trump viriam para levantar dúvidas sobre a integridade do sistema de votação.

➡️O novo “tarifaço” dos Estados Unidos sobre produtos do Brasil soma uma sobretaxa total que pode chegar a37,5%, combinando uma taxa de 25% e outra de 12,5%. As medidas geram impactos diretos na economia.

No artigo, Lula diz que as tarifas impostas a produtos brasileiros são um “erro estratégico”, pois “prejudicam a economia dos Estados Unidos e a parceria com o Brasil”.

 

Segundo o petista, as importações brasileiras para o país caíram para o menor patamar desde 1997.

Ele ressalta que tentou negociar diretamente com Trump e que o governo brasileiro realizou dezenas de reuniões com representantes americanos. No entanto, mesmo após a apresentação de argumentos técnicos, os Estados Unidos decidiram manter as novas taxas.

Segundo o presidente, diversos setores da indústria americana dependem de insumos brasileiros e o aumento das tarifas tende a encarecer produtos para consumidores dos EUA.

“No médio prazo, essas tarifas vão levar à desorganização de cadeias produtivas que hoje se encontram densamente integradas e as empresas brasileiras vão substituir fornecedores norte-americanos por outros parceiros.

 

 

 

 

 

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