Ministro afirmou que magistrados têm vida privilegiada, mas precisam controlar despesas mesmo com remuneração acima da média dos
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o salário pago aos integrantes da Corte garante uma vida acima da média dos brasileiros, mas não permite viver “sem preocupações financeiras”.
A declaração foi feita durante o 5º Seminário da Associação Nacional dos Magistrados Evangélicos (Anamel), realizado em São Paulo, em 21 de agosto.
“Um ministro do tribunal, um juiz em geral, ele não pode ter a pretensão de ficar rico. O salário, ainda que seja um bom salário, não te dá condições de ter uma vida sem preocupações financeiras. A gente tem de controlar a despesa no dia a dia”, disse Mendonça.
Segundo ele, a remuneração não garante uma “vida nababesca”. Apesar de considerar a condição financeira da categoria privilegiada, Mendonça declarou que os ministros ainda precisam se preocupar com as contas no fim do mês.
“Não é uma vida nababesca. É uma vida na qual você pode ter uma condição média, eu diria até acima da média brasileira, mas, ainda assim, uma condição média de vida. A gente colocaria ali numa classe B. Não é uma classe A, que eu diria que já são pessoas muito ricas. É uma classe privilegiada, mas não é uma classe que não tem que se preocupar com as contas no fim do mês”, completou.
Quanto ganha um ministro do STF
O subsídio mensal de um ministro do STF é de R$ 46.366,19. O valor líquido, no entanto, varia de acordo com descontos como Previdência e Imposto de Renda.
Dados do Portal da Transparência do STF mostram que Mendonça recebeu, em média, cerca de R$ 26 mil líquidos por mês, entre janeiro e julho deste ano.
O maior pagamento foi em janeiro, com a remuneração de R$ 43 mil líquidos. Os menores foram em abril e maio, com R$ 18,8 mil líquidos em cada mês.
No total, os rendimentos líquidos do ministro no período somaram cerca de R$ 182 mil.
André Mendonça está no STF desde dezembro de 2021, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL).

