domingo, 01/11/26

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Governo recebe mais de 4 mil denúncias de assédio eleitoral; Sudeste lidera

Registros foram feitos entre quarta (28/10) e sexta-feira (30/10) nos canais de denúncia do Ministério do Trabalho e Emprego. Região Sudeste concentra 48,5% do total de denúncias de assédio eleitoral no ambiente corporativo

O Correio reuniu os dados do cadastro eleitoral para traçar o perfil dos brasilienses que irão às urnas em outubro – (crédito: Agência Brasil)

 

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) comunicou neste sábado (31/10) ter recebido 4.305 denúncias de assédio eleitoral no ambiente corporativo entre quarta (28/10) e sexta-feira (30/10) por meio do canal da pasta. Criado para receber relatos de trabalhadores, esse meio foi criado após o segundo turno das eleições, no domingo passado, e que selou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Do total das denúncias, de acordo com o MTE, estados da região Sudeste concentram maior número de registros, com 2.087 denúncias, o equivalente a 48,5% do total nacional. São Paulo lidera essa lista, com 1.325 registros, seguido pelo Rio de Janeiro (354), Minas Gerais (345) e Espírito Santo (63).

A lista de regiões com mais denúncias de assédio eleitoral no trabalho é seguida pelo Nordeste, com 784 registros, e pelo Sul, com 757. As regiões Centro-Oeste e Norte somam, respectivamente, 378 e 299 denúncias. Entre os estados, atrás de São Paulo — ente federativo líder em casos — aparece Rio de Janeiro (354), Minas Gerais (345), Paraná (268) e Santa Catarina (259).

As denúncias registradas nos canais de denúncia de assédio eleitoral do Ministério do trabalho serão fiscalizadas por auditores da pasta. Essa análise vai basear quais providências que podem ser tomadas pelo governo em relação a cada caso, já que o registro no sistema do MTE não garante que houve uma situação de assédio.

Enfrentamento

Um conjunto de ações para combater o assédio eleitoral no ambiente de trabalho tem sido anunciada por órgãos como o MTE, a Advocacia-Geral da União (AGU), o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Ministério Público Eleitoral (MPE) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Entre as iniciativas, ações para retirar do ar sites, publicações e conteúdos em redes sociais que promovam perseguição ou discriminação por motivação política. A também medida inclui notificações às plataformas digitais, como Google e Meta, com base em orientação técnica da Advocacia-Geral da União.

 

 

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