domingo, 28/06/26
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EUA atacam alvos no Irã, em ação que desafia trégua entre países; Trump volta a fazer ameaças

Escalada inclui ataques com drones, bombardeios e ações no Estreito de Ormuz, aumentando o risco de colapso do acordo entre Irã e EUA.

Embarcações no Estreito de Ormuz , vistas de Musandam, Omã, 15 de junho de 2026 — Foto: Ap

 

As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram neste sábado (27) que atingiram múltiplos alvos no Irã por ordem do presidente Donald Trump, em meio a uma sequência de ataques que voltou a abalar o frágil cessar-fogo na região.

Em publicação na rede social X, o Exército afirmou que o Irã “teve a chance de respeitar o acordo de cessar-fogo”, mas “optou por não fazê-lo” após forças iranianas atacarem um navio próximo ao Estreito de Ormuz no início do dia. O Irã ainda não respondeu aos ataques.

O tratado, assinado há 10 dias, previa o “encerramento imediato e permanente das operações militares” e declarava que os países se comprometiam a “abster-se da ameaça ou do uso da força” um contra o outro.

Na noite de sábado, Trump acusou o Irã de violar o cessar-fogo:

“É muito provável que eles nunca aprendam a lição. É possível que, um dia, já não possamos agir com prudência e sejamos obrigados a concluir, por meio da força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir”, disse o presidente no TruthSocial.

Ataques no Golfo Pérsico

 

Mais cedo, o Irã lançou um ataque com drones contra o Bahrein, enquanto um navio também foi alvo de ataque no Estreito de Ormuz, em uma possível resposta de Teerã aos bombardeios aéreos realizados pelos Estados Unidos durante a madrugada.

Os ataques no Golfo Pérsico aumentam o risco de uma nova escalada fora de controle, mesmo após um acordo provisório entre Irã e Estados Unidos para tentar avançar em um entendimento final para encerrar o conflito.

Os EUA haviam realizado bombardeios durante a noite em resposta a um ataque iraniano com drones contra um navio cargueiro que tentava sair do estreito na quinta-feira, em uma sequência de ações que tem abalado o cessar-fogo.

Bahrein condena ataque

 

O governo do Bahrein, que abriga a 5ª Frota da Marinha dos EUA, afirmou que “vários drones iranianos” atingiram o país e classificou a ação como uma“ameaça flagrante à segurança de cidadãos e residentes”.

O Irã, por sua vez, disse por meio da agência estatal IRNA que sua Guarda Revolucionária teria atingido alvos ligados ao “exército terrorista dos EUA na região”, sem detalhar quais seriam.

O Comando Central dos EUA afirmou que os bombardeios da madrugada atingiram instalações de mísseis e drones iranianos, além de radares costeiros.

Estreito de Ormuz segue no centro da crise

 

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou em rede social que o Irã deveria “atender o telefone” caso haja discordâncias sobre o cessar-fogo, acrescentando que “a violência será respondida com violência”.

Estados Unidos e Irã negociam os termos do acordo, incluindo a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás — e o futuro do programa nuclear iraniano.

Sob o acordo provisório, os dois lados têm 60 dias para avançar nas negociações. O fim dos combates no Líbano entre Israel e o grupo Hezbollah, aliado do Irã, também faz parte das discussões.

Petroleiro britânico atacado

 

O centro britânico de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido informou que um petroleiro foi atacado no estreito, mas a tripulação está segura e não houve danos ambientais. Ninguém reivindicou a ação, embora haja suspeita sobre o Irã.

Pouco depois, o Centro de Informações Marítimas, ligado à Marinha dos EUA, anunciou a ampliação de uma rota próxima à costa de Omã para permitir tráfego de entrada e saída

O Irã afirma que navios devem seguir suas regras e já ameaçou cobrar taxas pelo trânsito na região. Já Estados Unidos e países do Golfo rejeitam a exigência, defendendo que o estreito é uma via internacional.

O centro marítimo alertou ainda que a ameaça a embarcações é“substancial” e recomendou atenção ao risco de minas e à presença naval na região.

A Organização Marítima Internacional informou que suspendeu uma operação de evacuação de navios e só deve retomá-la quando houver garantias de segurança. Segundo o órgão, cerca de 115 embarcações conseguiram deixar o estreito nos últimos dias.

 

Com informações do g1*

 

 

 

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