Coronavírus: Mutirão de testagem aponta que 232 professores da rede privada do DF tiveram contato com doença

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Testagem de professores da rede particular de ensino do DF — Foto: Sinproep-DF/Divulgação
Testagem de professores da rede particular de ensino do DF — Foto: Sinproep-DF/Divulgação

Um mutirão de testagem apontou que 232 professores de escolas particulares do Distrito Federal já tiveram contato com o novo coronavírus. Os dados são do sindicato da categoria, que realizou o mutirão entre 22 e 31 de outubro, com mais de 4 mil profissionais.

Segundo o Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinproep-DF), do total, 189 testaram positivo para o anticorpo IgG, que indica que o paciente teve uma infecção anterior, há pelo menos três semanas, e provavelmente está imunizado.

Outros 19 apresentaram anticorpo IgM, o que aponta que foram infectados recentemente e que o corpo ainda está lutando contra a doença. Neste caso, é mais provável que o paciente ainda esteja transmitindo o vírus. Por fim, 24 professores apresentaram os dois tipos de anticorpos.

Os testes tiveram início na semana anterior à volta das aulas presenciais para alunos do ensino médio e profissionalizante, em 26 de outubro. Foi a terceira e última etapa do retorno às atividades em meio à pandemia do novo coronavírus.

Desde 21 de setembro, estudantes do ensino infantil e do ensino fundamental I puderam voltar às aulas presenciais nas instituições privadas. Em 9 de outubro, foi a vez dos alunos do ensino fundamental II.

Segundo a presidente do Sinproep-DF, Karina Barbosa, “essa testagem foi uma forma de ajudar a proteger a saúde dos professores. Nós conseguimos identificar vários docentes que estavam contaminados e assintomáticos. Dessa forma, conseguimos trazer mais segurança para as escolas, alunos e seus familiares”.

Protocolo de segurança

 

Aparelho de medição de temperatura em escola particular do DF — Foto: TV Globo/Reprodução
Aparelho de medição de temperatura em escola particular do DF — Foto: TV Globo/Reprodução

O retorno às atividades presenciais nas unidades de ensino particulares não é obrigatório. Pais e responsáveis pelos alunos podem optar por permanecer com atividades remotas. “As unidades continuarão ofertando conteúdo online para os estudantes que preferirem o ensino remoto”, dizem as escolas.

Na rede pública, não há data para que os estudantes voltem às aulas presenciais. De acordo com a Secretaria de Educação, este ano, as unidades de ensino devem permanecer fechadas.

Para retomar as atividades, as escolas particulares precisam cumprir uma série de protocolos para evitar a contaminação pela Covid-19. Confira as regras:

  • Fornecimento de luvas descartáveis, protetores faciais (face shields), aventais e outros aparatos necessários para os professores, instrutores e demais profissionais que trabalhem diretamente com alunos da educação infantil;
  • Uso de gorros e jalecos nas situações de alimentação e contato direto com as crianças;
  • Exigência o uso dos Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) necessários aos trabalhadores (empregados diretos ou terceirizados) obrigatórios para cada tipo de atividade, principalmente para atividades de limpeza, retirada e troca do lixo, manuseio e manipulação de alimentos ou livros e aferição de temperatura;
  • Fornecimento, pelos empregadores, de máscaras aos empregados, adequadas aos graus de risco de contaminação a que o trabalhador estiver exposto e em quantitativo suficiente e que atenda à limitação do período de uso da máscara;
  • Limitação máxima de 50% do contingente de alunos por sala em aulas presenciais, respeitada metade do limite máximo de ocupação do espaço de cada sala, nos termos da legislação educacional e o distanciamento de 1,5 metro entre os alunos;
  • Afastamento imediato de trabalhadores e alunos infectados até a plena recuperação;
  • Afastamento imediato de trabalhadores e alunos infectados ou que apresentem sintomas da Covid-19 até que se submetam a exame específico que ateste ou não a contaminação.

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