O evento “Todo Parto Importa” acontece entre os dias 20 e 22 de maio, no Teatro Unip, no formato presencial e on-line, e reúne profissionais da saúde, mulheres e autoridades para discutir gestação, parto e pós-parto

A 6ª edição do Congresso “Todo Parto Importa” chega a Brasília nesta quarta-feira (20/5), no Teatro Unip, para ampliar a discussão acerca da assistência psicológica no parto e a saúde mental materna. Diante da recente sanção da Lei nº 14.721/2023, que garante atendimento psicológico a gestantes, parturientes e puérperas, tanto no SUS quanto na rede privada, o congresso vai até a sexta (22) e estabelece um espaço de diálogo sobre maternidade no país, ressaltando a importância do acompanhamento psicológico para as mães.
O evento reúne profissionais da saúde, gestores públicos e mulheres para o debate acerca do cuidado psicológico, direito amparado por lei, e que é destacado como parte essencial da assistência ao parto. Mais de 60 palestrantes vão passar pelo palco a fim de apresentar ferramentas e estratégias de acolhimento para melhorar a assistência às famílias e às mães.
Segundo Karla Cerávolo, idealizadora do congresso e psicóloga perinatal e obstétrica, a saúde mental materna ainda é um dos temas mais invisibilizados dentro das políticas públicas de saúde do país. “Historicamente, o cuidado oferecido às mulheres concentrou-se muito mais nos aspectos biológicos da gravidez, do que na saúde emocional e psíquica da mãe ”, destaca.
Com formato híbrido, o congresso contará com atividades presenciais e transmissão on-line (confira no link abaixo). Ao longo dos três dias, o público poderá acompanhar uma programação que inclui palestras, workshops e rodas de conversa.
Avanços
A profissional reconhece alguns avanços importantes, como a criação da lei 14.721 de 2023, que institui oficialmente a política nacional de conscientização e atenção à depressão pós-parto. “É um passo significativo porque reconhece que o sofrimento psíquico materno precisa ser tratado como questão de saúde pública”, afirma.
Karla afirma, porém, que existem outros desafios centrais que inviabilizam o acompanhamento psicológico às mães de forma efetiva no Brasil. São eles a romantização social da maternidade, pouca escuta da mulher e a falta de profissionais especializados em saúde mental e perinatal.
“Leis sozinhas não transformam realidades. É preciso financiar, é preciso capacitar pessoas, oferecer acesso à escuta qualificada para que a saúde mental materna realmente seja reconhecida como prioridade dentro do SUS e da sociedade brasileira”, ressaltou ao Correio.
Serviço:
Data: de 20 a 22 de maio
Ingressos: Os ingressos podem ser adquiridos através deste link https://institutosuassuna.com.br/todopartoimporta/.
Local: : Teatro Unip – Brasília
Fonte: CB*

