domingo, 07/06/26

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Carla Zambelli: prisão onde deputada está é a maior feminina da Itália e sofre com superlotação

A Germana Stefanini, que faz parte do Complexo Penitenciário de Rebibbia, nos arredores de Roma, tem capacidade para abrigar 272 mulheres, mas 371 estavam presas no local até esta quinta-feira (31), segundo o Ministério da Justiça italiano.

Prisão feminina Germana Stefanini, parte do Complexo Penitenciário de Rebibbia, em Roma — Foto: Google Maps / Reprodução

 

Carla Zambelli está em um presídio nos arredores de Roma, na Itália, desde que foi presa na terça-feira (29).

A deputada licenciada do PL passou por uma audiência de custódia nesta sexta-feira (1°) e, de acordo com o embaixador do Brasil no país, Renato Mosca, ficou decidido que ela permanecerá lá enquanto corre seu processo de extradição.

Zambelli fugiu para o país europeu depois de ter sido condenada pelo STF a 10 anos de prisão no caso da invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Enquanto o futuro de Zambelli não é definido, ela está na prisão feminina Germana Stefanini, que faz parte do Complexo Penitenciário de Rebibbia – a maior da Itália e uma das maiores da Europa.

A unidade abriga mulheres em regimes de segurança média e alta e é dividida em oito seções. Apesar da boa estrutura, sofre com um problema grave de superlotação. Apesar de ter capacidade para receber apenas 272 mulheres, atualmente 371 estão presas lá.

Números que mostram a superlotação do presídio feminino de Rebibbia — Foto: Ministério da Justiça da Itália / Divulgação

Números que mostram a superlotação do presídio feminino de Rebibbia — Foto: Ministério da Justiça da Itália / Divulgação

 

Vista interna de uma das alas do presídio feminino Germana Stefanini, em Roma — Foto: Divulgação

 

Visitas e comunicação

  • Para receber visitas, as presas precisam pedir autorização à diretora da prisão e elas só podem ocorrer quando houver “motivos razoáveis”. No caso das detentas que ainda aguardam julgamento, um alvará da Justiça deve ser apresentado.
  • Advogados das detentas devem fazer agendamento de encontros no local – não há opção por telefone – e as visitas são liberadas apenas no período da manhã, de 8h30 às 14h.
  • Para fazer ligações telefônicas, as internas precisam comprar um cartão disponibilizado pela Central de Comando.
  • As prisioneiras podem receber quatro pacotes por mês, com peso máximo de 20 quilos, contendo roupas e alimentos. No entanto, há várias restrições de itens. As peças de vestuário enviadas, por exemplo, não podem ter enchimento, ombreiras, capuzes, botões acolchoados ou strass e enfeites.

 

 

 

 

 

 

 

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