
Banco estadual se encontra em crise após negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025. Empréstimo de R$ 6,6 bilhões pedido pelo GDF ao FGC segue pendente.
A governadora Celina Leão (PP) afirmou neste domingo (9) que o balanço do Banco de Brasília (BRB) só deve ser divulgado depois que o GDF pegar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões, pedido ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O banco estadual se encontra em crise após negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025.
“O balanço não pode ser publicado antes de pegar o empréstimo se não o banco é liquidado”, afirmou a governadora após o primeiro debate eleitoral para as eleições de 2026.
O BRB não divulga seu balanço patrimonial desde novembro de 2025, justamente em razão da fragilidade deixada pelas operações com o Banco Master. A divulgação do balanço pode mostrar que o banco estatal está operando abaixo dos limites de segurança estabelecidos pelo Banco Central.
O empréstimo segue pendente, aguardando sinal verde dos principais bancos públicos e privados do país. Essa etapa que deve ser discutida na audiência de conciliação convocada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux para esta semana.
Que crise é essa?
- A atual crise do BRB está ligada às negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somaram R$ 30 bilhões segundo dados do próprio banco.
- Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero e apontou um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias– incluindo boa parte dessas transações.
- Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. A PF afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança.
- O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos do Master comprados pelo BRB são títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. Na prática, “crédito podre” que pode se transformar em um rombo no patrimônio do banco.
- O governo diz que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões.
