Auxílio Emergencial: pelo menos 10 foragidos da Justiça do DF têm benefício aprovado pelo 2º ano

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Controladoria Geral da União revelou que, em Brasília, 602 procurados receberam valores indevidamente em 2020. G1 verificou que mesmos criminosos constavam na lista para receber R$ 150 neste ano.

Passo a passo mostra como pedir o auxílio emergencial no site e no aplicativo — Foto: Nayra Halm/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Passo a passo mostra como pedir o auxílio emergencial no site e no aplicativo — Foto: Nayra Halm/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Pelo menos 10 foragidos da Justiça do Distrito Federal, que foram autorizados a receber o Auxílio Emergencial, de R$ 600 – pagos pelo governo federal em 2020 – continuam na lista para receber o benefício neste ano, de modo irregular. No domingo (18), o Fantástico, da TV Globo, mostrou que 270, dos 27 mil procurados continuam na lista da Controladoria Geral da União (CGU).

Em maio de 2020 a CGU revelou que, no DF, 602 foragidos receberam o benefício indevidamente. O G1 pesquisou aleatoriamente dez nomes da mesma lista do órgão e verificou que os mesmos continuavam como aptos para receber o auxílio de R$ 150, que será pago pelo governo federal nos próximos quatro meses (veja mais abaixo).

Os foragidos do DF que continuam na lista para receber o auxílio emergencial em 2021 são:

  • Rogério Miranda Antônio
  • Robson Moreira da Silva
  • Floriano Pereira de Souza
  • Anderson Rocha Cerqueira
  • Oberon Borges da Silva
  • Miguel Angel Larrazabal Pinto
  • Carlos Marcelino da Silva
  • Carmeron Pacheco de Souza
  • Francisco Dourado dos Santos
  • Allyson Heder Resende Jardim
Pelo menos 10 foragidos da Justiça do DF têm auxílio emergencial aprovado pelo 2º ano — Foto: Ministério da Cidadania/Reprodução
Pelo menos 10 foragidos da Justiça do DF têm auxílio emergencial aprovado pelo 2º ano — Foto: Ministério da Cidadania/Reprodução

Apesar da lista apresentada pelos auditores, ainda será investigado quantos, dos 602 foragidos do DF, ficaram com o dinheiro ou tiveram seus dados usados indevidamente por outras pessoas.

Com relação à inclusão de procurados pela polícia na lista de beneficiários, o Ministério da Cidadania informou que “trabalha diuturnamente para aprimorar o processo de concessão do Auxílio Emergencial e que 15 grandes bancos de dados são utilizados para conferir quem atende aos requisitos”.

Ainda segundo o ministério, quase R$ 335 milhões pagos a pessoas que não se enquadrava nos critérios foram recuperados.

De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), os pagamentos irregulares consumiram cerca de R$ 54 bilhões do programa do governo federal. Isso seria o equivalente a 18% do total pago em 2020.

Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que apenas realiza os pagamentos do benefício, que não participa e nem interfere no processo de avaliação.

Já a CGU informou que “a lista com a relação de foragidos que tiveram o auxílio habilitado foi encaminhada como informação de inteligência para as autoridades policiais e ministérios públicos nos estados”.

Benefício pago de forma irregular no DF

Mais de 2,6 mil pessoas que receberam indevidamente o Auxílio Emergencial de R$ 600 no Distrito Federal não devolveram os valores aos cofres públicos. Apenas em Brasília, o prejuízo estimado é de R$ 3,9 milhões.

Os dados fazem parte de um levantamento do Ministério da Cidadania e do Tribunal de Contas da União (TCU) feito em 2020. Segundo o TCU, 5.623 moradores do DF receberam o benefício de forma irregular.

Desses, 3.021 beneficiários devolveram os valores, de acordo com o Ministério da Cidadania. O ressarcimento chega a R$ 3.073.659,93.

Os pagamentos irregulares foram feitos para pessoas que já recebiam outro tipo de auxílio ou para CPFs inválidos e até falecidos. De acordo com o Ministério da Cidadania, o DF teve 789.511 beneficiados, o equivalente a 25,84% do total de 3.055.149 habitantes da capital.

Ainda de acordo com o Ministério da Cidadania, em todo o país, mais de 123 mil pessoas que receberam o Auxílio Emergencial do governo federal e não se enquadravam nos critérios do benefício devolveram o valor aos cofres da União. (G1/DF)

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