Nas areias de Porto Seguro e em solos estrangeiroserguem-se os palcos de um teatro suntuoso, onde obanquete é farto e o brinde é altivo, financiadopelo ouro de um banco poderoso. Reúnem-se ascúpulas, os donos do poder, componentes ilustresde uma República tripartida, que entre taças de cristais e acordos velados, encontram o cenárioperfeito para a boa vida.
O uísque envelhecido corre como água mansa,acompanhado pela culinária mais fina e refinada,enquanto modelos de terras distantes e diversasembelezam a corte da elite deslumbrada. Mas portrás do luxo e do riso frouxo, acontece a verdadeirae amarga degustação: Avalia-se ali o caráter e abrasilidade, de quem deveria zelar pelo destino danação. Nessa dança de vaidades e acordossombrios, a pátria assiste, à distância, ao festival,onde o preço do banquete nababesco, é cobrado naconta do cidadão real.O património se esvai nobrinde da opulência, e o saque se disfarça decelebração, enquanto a festa imodesta segue seurumo, deixando o povo com o ônus da ilusão.
Otoniel Saraiva é Economista/Advogado e ExDeputado Estadual pela Bahia



