
Eram 18h39 do domingo (25) quando o deputado Bibo Nunes (PL-RS) deu a senha que, na segunda-feira (26) inviabilizaria avançar com a estratégia anunciada pelo senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, de pedir a anulação do segundo turno. Naquele momento, estava instalada a confusão.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidira em decisão liminar prorrogar as eleições até as 19h, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tinha suspendido a contagem dos votos e não se sabia bem o que iria acontecer. Então, Bibo Nunes colocou um vídeo em suas redes sociais dizendo que o PL também pedira a prorrogação da votação para “anular” os efeitos do pedido do PT.
“Pediu o PT, pediu o PL”, dizia ele. Ou seja, se os dois partidos tinham pedido, não haveria como dizer que a prorrogação atendia somente aos interesses de um lado da disputa. Além disso, somente 34 mil eleitores votaram depois das 17h, o que não alteraria o resultado do segundo turno: Lula venceu com 4,4 milhões de votos a mais que Flávio. Por tudo isso, na segunda-feira o PL mudava sua estratégia e desistia de pedir a anulação. Todos os detalhes dessa cronologia estão no JBrNews de hoje. Com Rudolfo Lago



