Suspeito de matar ex-namorada e mãe dela ficará preso por tempo indeterminado, decide Justiça do DF

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Josimar Benedito de Paiva foi detido em flagrante, na quinta-feira (10). Corpos das vítimas foram encontrados em casa na região do Arapoanga, em Planaltina.

G1 DF

Josimar Benedito de Paiva é suspeito de assassinar a ex-companheira e a ex-sogra, em Planaltina, no DF — Foto: Arquivo pessoal
Josimar Benedito de Paiva é suspeito de assassinar a ex-companheira e a ex-sogra, em Planaltina, no DF — Foto: Arquivo pessoal

A Justiça do Distrito Federal decidiu, neste sábado (12), manter Josimar Benedito de Paiva preso por tempo indeterminado. Ele é suspeito de matar a ex-namorada Giane Cristina Alexandre, de 36 anos, e a mãe dela, Maria Madalena Cordeiro Neto, de 65 anos.

Os corpos das vítimas foram encontrados na quinta-feira (10), em uma casa da quadra 8 da região do Arapoanga, em Planaltina. Os policiais chegaram ao local depois que o filho de Giane, de 6 anos, pediu ajuda a vizinhos (relembre abaixo).

Mãe e filha foram enterradas neste sábado no cemitério Santa Rita em Planaltina.

Autoria incontestável, diz juiz

Tribunal de Justiça do DF e Territórios — Foto: Nicole Angel/ G1 DF
Tribunal de Justiça do DF e Territórios — Foto: Nicole Angel/ G1 DF

A decisão de transformar a prisão em preventiva de Josimar Benedito foi do juiz Frederico Ernesto Cardoso Maciel. Durante a audiência de custódia, o magistrado lembrou que a autoria do crime “se mostra incontestável diante dos depoimentos colhidos”.

“A gravidade concreta dos fatos é certa. Com efeito, o autuado já vinha de algum modo planejando o crime e acabou por praticá-lo contra mulher e mãe, dentro da residência dela, e ainda na presença de outros familiares, gerando terror desnecessário”, diz a decisão.

Giane Cristina Alexandre e Maria Madalena Cordeiro Neto foram mortas em Planaltina, no DF — Foto: Arquivo pessoal
Giane Cristina Alexandre e Maria Madalena Cordeiro Neto foram mortas em Planaltina, no DF — Foto: Arquivo pessoal

O crime

Segundo a Polícia Civil, Giane Cristina Alexandre foi sufocada com uma fronha. A mãe dela, Maria Madalena Cordeiro Neto, de 65 anos, foi esganada, de acordo com a investigação.

Em coletiva de imprensa, o delegado Veluziano Castro informou que, na tarde de quarta-feira (9), Josimar foi até a casa da ex-companheira para tentar uma reconciliação. Ao chegar no imóvel, ele discutiu com Maria Madalena e empurrou a idosa.

“O filho de Giane Cristina estava assistindo televisão. Nesse momento, ele [Josimar] enrolou uma blusa na cabeça e simulou um assaltou”, disse o delegado.

Conforme o investigador, o suspeito amarrou a ex-sogra e colocou uma fita adesiva em sua boca. Ele, então, teria ficado à espera da ex-companheira.

“Ao entrar, Giane viu a mãe amarrada e um homem com a cabeça coberta, acreditando ser um assalto”, disse o delegado. Segundo o policial, o suspeito então amarrou Giane e a levou para o quarto.

No cômodo, ele tirou a camisa da cabeça e se apresentou para a ex. Josimar colocou a fronha na cabeça de Giane para que ela não gritasse e saiu para pegar fotos, com o objetivo de sensibilizá-la. Porém, ele disse que, quando voltou, a mulher já estava morta.

Ainda de acordo com o delegado, Josimar disse que colocou uma venda nos olhos da criança e a obrigou a ficar em um carro que estava na garagem. A polícia apurou que o suspeito ameaçou o menino, dizendo que agrediria a mãe dele caso não obedecesse aos comandos.

“Ele volta e mata a sogra esganada. Depois, retornou no veículo e entregou ao menino o celular da mãe, falando que, quando o despertador tocasse, às 5h, era para pedir socorro”, disse o investigador.

Como e onde denunciar violência contra mulheres?

Fachada da Delegacia de Atendimento Especial à Mulher (DEAM II) — Foto: SSP-DF/Divulgação

Fachada da Delegacia de Atendimento Especial à Mulher (DEAM II) — Foto: SSP-DF/Divulgação

Em meio à pandemia ao novo coronavírus, a Secretaria de Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP) tem canais de atendimento que funcionam 24 horas. As denúncias e registros de ocorrências podem ser feitos pelos seguintes meios:


  • Telefone 197
  • Telefone 190
  • E-mail: denuncia197@pcdf.df.gov.br
  • Whatsapp: (61) 98626-1197

Delegacias – que são consideradas serviço essencial – continuam funcionando normalmente. Trinta delas atendem em regime de plantão ininterrupto de 24h.

O DF tem duas Delegacias Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), na Asa Sul e em Ceilândia, mas os casos podem ser denunciados em qualquer unidade.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), também recebe denúncias e acompanha os inquéritos policiais, auxiliando no pedido de medida protetiva à Justiça.

Em casos de flagrante, qualquer pessoa pode pedir o socorro da polícia, seja testemunha ou vítima.

Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam)

  • Endereço: EQS 204/205, Asa Sul, Brasília
  • Telefones: (61) 3207-6195 e (61) 3207-6212

Delegacia de Atendimento Especial à Mulher (Deam II)

  • Endereço: QNM 2, Conjunto G, Área Especial, Ceilândia Centro
  • Telefone: (61) 3207-7391

Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT)

  • Endereço: Eixo Monumental, Praça do Buriti, Lote 2, Sala 144, Sede do MPDFT
  • Telefones: (61) 3343-6086 e (61) 3343-9625

Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid) da Polícia Militar

  • Contato: 3190-5291
  • Central de Atendimento à Mulher do Governo Federal
  • Contato: 180

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