Temperaturas variam entre 10°C e 30°C ao longo da semana, com baixa umidade e possibilidade de chuva na segunda-feira, segundo o Inmet
O Distrito Federal terá uma semana marcada por madrugadas frias, tardes de calor moderado e baixos índices de umidade do ar. De acordo com a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as temperaturas devem variar entre 10°C e 30°C nos próximos dias, enquanto a umidade relativa do ar ficará entre 20% e 90%.
Na segunda-feira, os termômetros devem registrar mínima de 14°C nas primeiras horas do dia e máxima de 30°C durante a tarde. A umidade relativa do ar varia entre 30% e 90%, e há possibilidade de chuvas isoladas, embora o calor continue predominando ao longo do dia.
Na terça-feira (14), o céu deve permanecer com muitas nuvens, mas sem previsão de precipitações. A temperatura mínima será de 14°C, enquanto a máxima não deve passar dos 27°C. A umidade varia entre 35% e 90%, mantendo as manhãs mais úmidas e as tardes com ar mais seco.
A quarta-feira (15) será de poucas nuvens e tempo firme. A previsão indica mínima de 13°C e máxima de 29°C, com umidade relativa do ar oscilando entre 30% e 90%. O cenário favorece manhãs mais frias e tardes com temperaturas agradáveis.
Na quinta-feira (16), o frio ganha força nas primeiras horas do dia. A mínima prevista é de 10°C, a menor da semana, enquanto a máxima chega a 25°C. O céu deve permanecer com poucas nuvens e a umidade do ar pode atingir apenas 20% durante a tarde, um cenário típico do período de estiagem no Distrito Federal e que exige atenção da população.
Diante dessas condições climáticas, especialistas recomendam reforçar os cuidados com a saúde para reduzir os impactos provocados pelo ar seco. Segundo o médico emergencista Yuri Castro, a baixa umidade compromete a hidratação natural das vias respiratórias, favorecendo irritações, alergias e infecções.
“Quando a umidade do ar diminui, nariz, garganta e olhos ficam mais ressecados. Isso reduz uma das principais barreiras de proteção do organismo e favorece irritações, alergias e infecções respiratórias. Na emergência, é comum observarmos um aumento de pacientes com crises de asma, bronquite, rinite, sinusite, sangramentos nasais e até desidratação”, explica.
O especialista destaca que crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças respiratórias, pacientes com doenças cardiovasculares e indivíduos imunossuprimidos são os grupos mais vulneráveis. “Essas pessoas precisam redobrar os cuidados porque pequenas alterações podem evoluir rapidamente para quadros mais graves”, alerta.
Entre as medidas preventivas, o médico recomenda manter a hidratação ao longo de todo o dia, mesmo sem sentir sede, realizar lavagem das narinas com soro fisiológico, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes, reduzir atividades físicas intensas quando a umidade estiver muito baixa, manter os ambientes limpos, utilizar hidratantes para a pele e protetor labial. Para quem já convive com doenças respiratórias, ele reforça que o tratamento não deve ser interrompido sem orientação médica.
Yuri Castro também chama atenção para os sinais que indicam a necessidade de procurar atendimento. “Falta de ar, dificuldade para respirar, chiado intenso no peito, dor no peito, febre persistente, confusão mental, desmaios ou sinais importantes de desidratação, como tontura intensa, boca muito seca e diminuição da urina, exigem avaliação médica”.
Segundo ele, sangramentos nasais intensos, que durem mais de 20 minutos mesmo após compressão, ou que aconteçam com frequência, também precisam ser investigados. Já pacientes com asma devem buscar assistência caso a medicação de resgate deixe de controlar os sintomas ou passe a ser utilizada várias vezes ao dia.
O médico ressalta ainda que a hidratação deve ser contínua e pode ser complementada com frutas ricas em água e água de coco. A lavagem nasal com soro fisiológico também ajuda a reduzir o ressecamento das vias respiratórias. “Um erro muito comum é achar que apenas colocar uma bacia com água dentro de casa resolve o problema. Essa medida pode ter um efeito limitado e nunca substitui uma boa hidratação e os demais cuidados. Outro erro é minimizar sintomas persistentes ou recorrer à automedicação”, afirma.
A baixa umidade também afeta diretamente a saúde da pele. De acordo com o dermatologista Cristiano Ribeiro Velasco, o ar seco facilita a perda de água pelo organismo e compromete a barreira natural de proteção da pele. “O principal impacto do tempo seco é a redução da umidade do ar. Com isso, a pele perde água com mais facilidade, fica ressecada e sua barreira de proteção se torna mais frágil”, explica.
Entre os problemas mais frequentes estão o ressecamento intenso, dermatites de contato, dermatites por sensibilidade e pequenas fissuras que podem facilitar infecções por bactérias e fungos. Pessoas com dermatite atópica, psoríase e outras doenças relacionadas ao ressecamento costumam apresentar piora importante dos sintomas nesta época do ano.
Para reduzir esses efeitos, o especialista recomenda evitar banhos muito quentes, utilizar sabonete apenas nas áreas em que ele é realmente necessário e aplicar hidratante logo após o banho, enquanto a pele ainda estiver levemente úmida. Também é importante aumentar a ingestão de líquidos e evitar permanecer por longos períodos em ambientes com ar-condicionado. “Se o uso do aparelho for necessário, o ideal é associá-lo a um umidificador de ar. Na ausência dele, uma alternativa é colocar uma bacia com água ou uma toalha úmida no quarto durante a noite para aumentar a umidade do ambiente”, orienta.
O dermatologista alerta que alguns sinais indicam que o ressecamento deixou de ser apenas um desconforto provocado pelo clima. Coceira intensa e persistente, vermelhidão, sensação de calor, rachaduras, feridas, ressecamento importante em áreas de dobra e irritação ao redor dos olhos merecem avaliação especializada.
“Uma das principais funções da pele é atuar como barreira de proteção. Quando essa barreira é rompida pelo ressecamento ou pelo excesso de coçar, bactérias e fungos conseguem penetrar com mais facilidade, aumentando o risco de infecções. Sempre que houver piora dos sintomas ou sinais de inflamação, a orientação é procurar um dermatologista”, conclui.

