Republicanos não quer mais candidatura de Cleitinho: “Perdeu o timing”

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Ton Molina/Agência Senado

Senador Cleitinho vinha fazendo suspense sobre candidatura em Minas, e Republicanos fez novos planos

Belo Horizonte e Brasília – Após meses de suspense, o senador Cleitinho (Republicanos/MG) começou a sinalizar que pretende ser candidato ao governo de Minas, mas agora seu partido já não quer mais apoiá-lo. “Ele perdeu o timing”, afirmou o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira.

Líder isolado nas pesquisas de intenção de voto, Cleitinho Azevedo faltou à convenção do Republicanos em Minas, mas começou a avisar aliados que quer concorrer este ano.

Ele postou um vídeo feito com inteligência artificial na noite dessa terça-feira (28/7), o que está sendo entendido por aliados e apoiadores como confirmação de que ele irá se candidatar ao cargo de governador.

“Vá e faça o que precisa ser feito”, diz no vídeo de IA Matheus Azevedo, irmão caçula de Cleitinho que morreu vítima de câncer. Ele entrega ao senador uma bandeira de Minas Gerais. “Seguirei na missão”, escreveu o político na legenda.

Republicanos tem novos planos

Cleitinho se afastou das articulações na reta final em Minas, pois foi vítima de uma tragédia familiar, a morte de seu irmão caçula, Matheus, que teve leucemia. Antes ele vinha sinalizando que poderia desistir. Diante disso, seu partido fez novos planos para Minas.

Junto ao PL do presidenciável Flávio Bolsonaro, o Republicanos quer apoiar para o governo mineiro o nome de Marcelo Aro (PP), que foi secretário no governo de Romeu Zema e conta com muita capilaridade entre políticos do estado. Na ausência de Cleitinho e pelo tamanho da coligação que deve construir, Aro entraria na disputa como um dos favoritos.

Sem possibilidade de reviravolta

Em nota divulgada nesta quarta, o Republicanos afirmou que a candidatura do senador Cleitinho não irá ocorrer porque faltou uma “decisão firme” do próprio parlamentar. As executivas estadual e nacional disseram que aguardaram por meses uma definição do senador, mas que ela nunca aconteceu e, por isso, ele “perdeu o timing”.

“O partido manteve diálogo aberto, ofereceu as condições políticas necessárias, atraiu partidos aliados e aguardou uma definição clara do senador. Em razão dessa expectativa, diversas decisões estratégicas foram postergadas, justamente para preservar a viabilidade de sua eventual candidatura”, afirma o comunicado. Mas, segundo o partido, a espera pela decisão de Cleitinho acabou.

“Tal decisão nunca aconteceu. Esse compromisso jamais pode ser substituído por sinais contraditórios, sucessivos recuos ou indefinições que acabam comprometendo a construção de um projeto coletivo”, diz o texto.

O Republicanos também afirma que a ausência de Cleitinho na convenção estadual da legenda, realizada no último sábado (25/7), teve impacto direto nas articulações para as eleições. E subiu o tom contra os recuos do senador: “O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo”.

O senador ainda não se manifestou oficialmente.

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