terça-feira, 03/03/26
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Projeto de lei para socorrer o BRB é aprovado na CLDF com 14 votos

Os parlamentares aprovaram a proposta após quase cinco horas de sessão na CLDF, nesta terça-feira (3/3)

Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

 

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, em dois turnos, o projeto para capitalizar o Banco de Brasília (BRB), nesta terça-feira (3/3), com 14 votos a favor e 10 contra. A sessão durou quase cinco horas.

Votaram a favor:

  • Daniel Donizete (MDB)
  • ⁠Doutora Jane (MDB)
  • ⁠Eduardo Pedrosa (União)
  • ⁠Hermeto (MDB)
  • ⁠Iolando (MDB)
  • ⁠Jaqueline Silva (MDB)
  • ⁠Joaquim Roriz Neto (PL)
  • ⁠Jorge Vianna (PSD)
  • ⁠Martins Machado (Republicanos)
  • Pastor Daniel de Castro (PP)
  • ⁠Pepa (PP)
  • ⁠Roosevelt Vilela (PL)
  • ⁠Wellington Luiz (MDB)

Votaram contra:

  • Fábio Felix (PSol)
  • Max Maciel (PSol)
  • Dayse Amarílio (PSB)
  • Chico Vigilante (PT)
  • Gabriel Magno (PT)
  • Ricardo Vale (PT)
  • Paula Belmonte (PSDB)
  • Rogério Morro da Cruz (PRD)
  • Thiago Manzoni (PL)
  • João Cardoso (Avante)

Nessa segunda-feira (2/3), o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, conversou por quase 12 horas com os deputados distritais sobre a situação do banco, que corre risco de “parar de funcionar” se não houver aporte, segundo o gestor.

O PL 2175/2026 foi enviado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) há uma semana. A proposta prevê medidas para que o GDF, enquanto acionista majoritário do banco, faça o restabelecimento e fortalecimento das condições econômico-financeiras do BRB.

A proposta autoriza o GDF a obter empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou outras instituições. O PL também permite:

  • a integralização de capital social, realização de aportes patrimoniais e outras formas juridicamente admitidas de reforço patrimonial, inclusive com bens móveis ou imóveis;
  • a alienação prévia de bens públicos, móveis ou imóveis, com posterior destinação do produto da venda ao reforço patrimonial do BRB.

Foram listados nove imóveis públicos com objetivo de usá-los para cobrir os prejuízos causados ao BRB pelos negócios com o Banco Master. Os terrenos são de propriedade da Terracap, CEB e da Caesb – todas estatais vinculadas ao GDF.

Discussão em plenário

O deputado distrital Chico Vigilante (PT) disse que o projeto de lei, “da maneira que está, cria problemas para as demais empresas e não ajuda o BRB”. Ele foi vaiado por bancários que acompanham a votação na CLDF.

Da base governista, Roosevelt (PL) afirmou que “a CLDF, mais uma vez, é palco de um momento crítico na nossa cidade” e “não vai se furtar de entregar solução”. “O presidente [do BRB] deixou claro. Se não for votado hoje, o BRB vai ser liquidado. Outros bancos vão comprar e a gestão do BRB será outra”, declarou o deputado do PL.

A deputada Paula Belmonte (PSDB) levou um grande “cheque em branco” com o nome do governador Ibaneis Rocha (MDB) e bateu boca com os bancários presentes na galeria da Câmara. “Não fomos nós que demos prejuízo”, declarou.

O líder do GDF, Hermeto (MDB), apresentou emenda que prevê a constituição de Fundo de Investimento Imobiliário (FII) sob a forma de condomínio fechado, tendo o Distrito Federal como cotista inicial e o BRB, diretamente ou por meio de suas subsidiárias, como responsável pela estruturação.

Não vamos deixar o BRB ir para o fundo do poço. Podem colocar a minha foto, porque eu vou lutar para tentar salvar o BRB. A história vai dizer quem está certo, quem está errado”, declarou Hermeto.

Vice-presidente da CLDF, Ricardo Vale (PT) declarou que o PL “não vai solucionar a crise do BRB”. “É preciso, sim, encontrar uma solução responsável para salvar o BRB, mas o projeto apresentado pelo governo é uma mentira”, disparou.

A matéria foi submetida à votação dos colegiados da CLDF. Na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (Ceof) e na Comissão de Assuntos Fundiários (CAF), recebeu pareceres favoráveis. Já na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o presidente, Thiago Manzoni (PL), se posicionou contra.

“De novo, o presidente do BRB vem aqui, expõe as razões dele, nós votamos. De novo, sem mostrar nenhum documento. Eu não sou obrigado a acreditar. Se eu tivesse garantia de que o que foi votado aqui salvaria o BRB, eu votaria”, declarou Manzoni.

O relatório de Manzoni foi rejeitado e um novo relator foi eleito: o deputado Iolando (MDB), da base governista.

O requerimento que previa a convocação do presidente do BRB e do secretário de Economia do DF, Daniel Izaías, foi rejeitado por 15 votos contra e nove a favor.

O objetivo era que eles falassem, em sessão aberta, sobre a situação financeira do BRB.

Manifestação

Bancários do BRB mobilizaram-se para acompanhar presencialmente a votação do projeto de lei. No início da tarde, o grupo de funcionários do banco fez uma manifestação na porta da CLDF a favor da proposta.

A galeria da CLDF ficou lotada de servidores. O restante que não coube no local acompanhou a sessão do lado de fora, por meio de um telão instalado em trio elétrico.

Bancários acompanham sessão da CLDF em telão, do lado de fora

O presidente da CLDF, Wellington Luiz, determinou que a Polícia Legislativa retirasse alguns manifestantes da galeria por “desrespeito” aos parlamentares. A confusão teve início após os deputados aprovarem em 1º turno o projeto de lei que prevê a capitalização do BRB.

Um homem gritou contra o deputado Pastor Daniel de Castro (PP) e disse que o parlamentar iria “queimar no fogo do inferno” por votar a favor do projeto.

 

Fonte: Metrópoles 

 

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