sexta-feira, 29/05/26

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PIB do primeiro trimestre avança 1,1% puxado pela agropecuária

Dados sobre o desempenho do PIB foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (29/5)

Soja — Foto: Grupo Wink

 

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil avançou 1,1% no primeiro trimestre (janeiro a março) deste ano, comparado ao quarto trimestre do ano passado. O desempenho representa avanço do crescimento da atividade econômica do país. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (29/5).

A agropecuária foi o setor com o maior crescimento no período, com percentual de 2%. Na sequência aparece a indústria: 1%. O resultado do trimestre veio em linha com as previsões da maioria dos economistas.

O PIB do Brasil

  • Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, em um ano. A divulgação é feita trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
  • Uma alta significa que a economia está crescendo em um ritmo bom. Por outro lado, um recuo implica encolhimento da produção econômica da nação.
  • A estimativa do Banco Central (BC) para o crescimento da atividade econômica do país neste ano é de 1,6%. Já o Ministério da Fazenda projeta uma expansão mais otimista, de 2,3%. Para o mercado financeiro, o PIB do Brasil avançará 1,89% em 2026.
  • Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, ante crescimento de 3,4% no ano de 2024.

Veja o desempenho dos setores da economia:

  • agropecuária: 2%;
  • indústria: 1%; e
  • serviços:  0,5%.

O resultado do primeiro trimestre de 2026 representa uma aceleração em relação aos avanços menores registrados no terceiro e quarto trimestre de 2025, ambos de 0,1%.

O IBGE também divulgou o PIB em valores correntes no primeiro trimestre, período no qual o indicador alcançou R$ 3,3 trilhões. O valor separado pelos três grandes segmentos da economia foi R$ 230,4 bilhões para a agropecuária, R$ 632,8 bilhões para a indústria e R$ 1,93 trilhão para os serviços. Os impostos sobre produtos totalizaram R$ 461,2 bilhões.

“O crescimento do PIB, na série com ajuste sazonal, ficou próximo ao da Indústria, com os serviços puxando o crescimento médio para baixo e a agropecuária para cima. Não se pode somar resultados com ajuste sazonal mas, em linhas gerais, foi esse o perfil do crescimento por grupo de atividades no trimestre”, destaca o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes.

Confira os destaques do PIB em comparação ao trimestre anterior:

Produção:

  • agropecuária: 2%;
  • indústria: 1%; e
  • serviços: 0,5%.

Ótica da despesa:

  • Despesa de consumo das famílias: 1%;
  • Despesa de consumo do governo: 0,4%;
  • Formação bruta de capital fixo: 3,5%;
  • Exportações de bens e serviços: -1,7%; e
  • (-) Importações de bens e serviços: 4,4.

Comparação com mesmo trimestre de 2025

Na comparação entre os primeiros trimestres de 2026 e 2025, houve avanço de 1,8% no PIB. Neste comparativo, serviços apresentou o melhor desempenho, com avanço de 2,1%, seguido por indústria (1,6%) e agropecuária (0,7%).

Dentro do segmento de serviços, se destacaram os crescimentos dos subgrupos informação e comunicação (7,6%), atividades imobiliárias (2,9%), intermediação financeira e seguros (2,8%) e outras atividades de serviços (2,4%).

Estimativas

A maioria das estimativas para o resultado do PIB do primeiro trimestre eram perto de 1%, com variações sensíveis para menos.

O Banco BTG e a XP estão entre as instituições financeiras que apresentaram estimativa de crescimento mais consistente, equivalente a 1,1% no primeiro trimestre deste ano. A expectativa seguia a esperança de uma atividade econômica mais robusta no início do ano, que também tem adesão do Banco Central (BC), instituição que projeta “altas contidas nos trimestres seguintes”.

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) projetava um crescimento de 1,1%.

A expansão de 0,8% foi destacada pelo Banco Daycoval, enquanto a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Ambima) previa avanço de 0,9%.

O Ministério da Fazenda mantém a projeção de 2,3% para o crescimento do PIB do ano de 2026. O mercado é mais cauteloso. Boletim Focus da última segunda-feira (25/5) indica avanço de 1,89%, índice superior à projeção da semana passada (1,85%).

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) espera crescimento do PIB na casa de 1,6% em 2026, mesmo patamar previsto pelo BC.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou a volta do Brasil neste ano ao posto de 10ª maior economia global. O documento do FMI traz como novidade aumento na projeção de crescimento do PIB brasileiro, no patamar de 1,9%.

 

 

 

 

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