quarta-feira, 15/04/26
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PF faz operação no RJ contra fraude em compra de testes de Covid-19

Operação da PF ocorre em sete municípios: Rio de Janeiro, Japeri, Laje de Muriaé, Nilópolis, São João de Meriti, Nova Iguaçu e Mesquita

Operação da PF contra fraude em licitações para compra de testes para Covid. Reprodução PF

Rio de Janeiro – A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (14/12) uma operação para cumprir 26 mandados de busca e apreensão relacionados a fraudes em processos licitatórios para compra de kits de teste rápido para Covid-19.

Batizada de Operação Reativo, a ação conta com a participação de cerca de 120 policiais federais em sete cidades do estado: Rio de Janeiro, Japeri, Laje de Muriaé, Nilópolis, São João de Meriti, Nova Iguaçu e Mesquita.

De acordo com a PF, a investigação teve início após uma operação realizada em setembro de 2020, que apontou irregularidades em processos licitatórios da prefeitura de Japeri, cidade da Baixada Fluminense.

Os agentes descobriram que três empresas, participantes do processo licitatório, operaram em conjunto para direcionar o resultado e garantir ao vencedor um contrato no valor de R$ 2 milhões. No curso da investigação, a PF descobriu ainda que essas empresas participaram de licitações em outras cidades do estado.

Segundo a PF, os investigados, pessoas físicas e jurídicas, terão contas bancárias bloqueadas por decisão judicial. Também podem responder pelos crimes de fraude em licitação e peculato.

O que dizem as prefeituras

Em nota a Prefeitura de Japeri informa que a “investigação foi deflagrada em 2020 pela PF durante a gestão passada e que a nova gestão não tem relação direta ou indireta com a empresa envolvida e, principalmente, com a administração passada”. “Aproveitamos para reafirmar que a Prefeitura e seus agentes públicos estão colaborando para que Polícia Federal e do poder judiciário realizem as buscas e apreensões”, completa o texto.

Já a Prefeitura de Nova Iguaçu informou que “não é alvo de investigação da Polícia Federal na Operação Reativo”. Em nota, a cidade infirma que “não houve qualquer busca e apreensão em suas dependências, que as compras de insumos da Secretaria Municipal de Saúde são realizadas por pregão eletrônico e que a Prefeitura de Nova Iguaçu é transparente em todos os seus contratos”.

As prefeituras das outras cidades citadas pela Polícia Federal como alvo da investigação, por manterem contratos com as empresas acusadas da fraude, foram procuradas, mas ainda não se manifestaram.

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