Espíritos de escravos desencarnados, os espíritos Miramez, Mãe Dudu, Dr. Bastos, Cícero e muitos outros viveriam uma noite muito especial no Centro Espírita Campos Vergal, na colônia Santa Isabel, em Betim, Minas Gerais.
Era o ano de 1972. As portas espirituais do salão abriram-se para o espírito de Franz Anton Mesmer, que se dirigiu a João Nunes Maia dizendo:
‘Papel e lápis, meu filho. Vou ditar-lhe a fórmula de uma pomada que deverá curar e aliviar.’
Após o ditado espiritual, inquiriu o médium sobre a autoria da fórmula, e a entidade respondeu-lhe, docemente:
Vovô Pedro, e atente meu filho para o preço: Deus lhe pague!’
João Nunes saiu em busca das plantas. Com o passar dos dias, sentindo e ouvindo os Espíritos atentamente, encontrou uma a uma as ervas indicadas, inserindo-as em garrafas, juntamente com as poções acertadas de álcool e água destilada, e preparou numa panela de pressão o unguento sagrado.
Era a bênção divina em forma de pomada, portadora do princípio único, que tem o poder de harmonizar onde for aplicada.
Saindo à rua, ofereceu a pomada aos doentes e as feridas fecharam-se. Procurou os hansenianos e as chagas curaram-se. As dores das feridas em febre extinguiram-se.
A cada produção da pomada Vovô Pedro, adesões ocorrem nos dois planos da vida e foi assim que João Nunes compôs a prece de abertura das reuniões de produção, que modifica e enriquece o ambiente com o magnetismo de cada nome falado e expressões citadas.
É preferível que as coisas simples tenham nomes simples. O preço desse medicamento deverá ser um, apenas um: ‘DEUS LHE PAGUE’
Chico Xavier, a partir da década de 80, foi um dos divulgadores da pomada, que a população emprega genéricamente em casos de dermatites, úlceras, dores musculares, contusões entre outras.
*Adel Bezerra, jornalista

