Reunião no Recanto das Emas reuniu forças de segurança, sistema de justiça e Executivo local para tratar de medidas de enfrentamento e proteção às vítimas.

Representantes das forças de segurança pública, do sistema de justiça e do Executivo local se reuniram nesta segunda-feira, 15 de junho, no Recanto das Emas, para discutir estratégias integradas de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.
O encontro teve como base estudos da Promotoria de Justiça de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, do Programa de Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid), da Polícia Militar do Distrito Federal, e da Polícia Civil, que apontam associação entre os casos de violência doméstica na região, alcoolismo, dependência química, tráfico de drogas e vulnerabilidade social.
Segundo os levantamentos apresentados, grande parte das ocorrências registradas no Recanto das Emas está concentrada em áreas com maior incidência de tráfico de entorpecentes e em contextos marcados pela circulação de drogas e por fatores de vulnerabilidade social. Os estudos também apontam crescimento da demanda por acolhimento e acompanhamento de vítimas atendidas pelo Provid entre 2023 e 2025.
Outro ponto destacado foi o elevado índice de reincidência entre agressores, muitos deles com antecedentes criminais, envolvimento com atividades ilícitas e histórico de descumprimento de medidas protetivas de urgência. Os casos mais graves acompanhados pelo programa incluem lesões corporais, violência sexual, ameaças de morte e tentativas de feminicídio.
A reunião também tratou de medidas estruturais e urbanas relacionadas ao problema, como iluminação pública, saneamento básico, fiscalização de estabelecimentos comerciais, ocupação dos espaços urbanos e fortalecimento dos canais de diálogo entre os órgãos públicos. Também foi discutida a ampliação da rede de atenção a pessoas em situação de dependência química, inclusive com a possibilidade de implantação de um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-AD) no Recanto das Emas.
Os participantes concordaram que o enfrentamento da violência doméstica exige atuação coordenada e multidisciplinar, envolvendo segurança pública, assistência social, saúde, educação e políticas de prevenção. Ao final, a Polícia Militar do Distrito Federal reafirmou o compromisso com a produção de conhecimento técnico e com ações baseadas em evidências para fortalecer a proteção às mulheres e a segurança da população do Distrito Federal.


