Miguel Lucena
Hoje nasceu Helena.
E, com ela, nasceu de novo a esperança.

Helena, nome que vem do grego e carrega a ideia de luz, brilho, claridade. E talvez não exista nome mais bonito para quem chega ao mundo trazendo nos olhos, ainda fechados, a promessa de um futuro inteiro.
Ela é filha de Emília e Nikolas,
neta de Niani e Amilka,
bisneta de Cacilda e Tião,
e minha sobrinha-bisneta.
Mas, a partir de hoje, Helena é também um pouco de todos nós.
Porque uma criança nunca nasce sozinha.
Nasce cercada de histórias,
de sonhos antigos,
de fotografias que guardam rostos,
de mãos que já trabalharam,
de braços que já abraçaram,
de gente que veio antes
e de gente que ainda virá.
Uma criança chega pequena
e, sem saber, modifica o tamanho do mundo.
Muda a rotina da casa,
muda o calendário,
muda as conversas,
muda o jeito de olhar para amanhã.
De repente, o futuro deixa de ser uma palavra distante.
O futuro ganha nome:
Helena.
Que ela cresça cercada de amor e descubra que viver é também iluminar os caminhos dos outros.
Que encontre um mundo melhor do que aquele que recebeu.
E que nós, adultos, tenhamos a coragem de trabalhar para que isso aconteça.
Porque toda criança traz uma espécie de mensagem silenciosa:
“Ainda vale a pena acreditar.”
Hoje, Helena chegou.
E talvez o mundo continue sendo o mesmo lá fora.
Mas aqui dentro, entre nós,
alguma coisa mudou.
Nasceu uma menina.
Nasceu uma luz.
Nasceu Helena.
E, com Helena,
nasceu mais uma razão
para acreditar no amanhã.

