Secretaria de Saúde do DF confirmou morte de uma adolescente de 17 anos. Variante ainda é investigada, mas especialista traz explicações

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou, nesta sexta-feira (17/4), que a capital registrou seis casos e uma morte causados pelo subtipo H3N2 do vírus influenza, a chamada Gripe K. A vítima que veio a óbito é uma adolescente de 17 anos.
A SES-DF não deu detalhes a respeito da vítima e nem de quando ela faleceu. Os números foram registrados na Semana Epidemiológica 14 de 2026, que compreende o período entre 5 e 11 de abril.
A pasta informa que, embora a Gripe K esteja presente entre os vírus influenza identificados no DF neste ano, “não houve mudança no padrão sazonal esperado da doença”.
“Até o momento, não há evidências de aumento na gravidade clínica associado a esse subclado K, como maior número de internações, admissões em unidade de terapia intensiva (UTI) ou óbitos”, reitera a Saúde-DF.
Gripe K: conceito e sintomas
A Gripe K é o subclado K do subtipo H3N2 do vírus influenza. É uma infecção respiratória que circula todos os anos e sofre mudanças frequentes ao longo do tempo.
A influenza A se divide em subtipos, como H1N1 e H3N2, que continuam em circulação na população. Dentro desses subtipos, o vírus passa por pequenas alterações genéticas naturais, chamadas de mutações, que dão origem a linhagens e subclados, e é nesse contexto que surge a Gripe K.
Os sintomas são idênticos a uma gripe comum: febre, tosse, dores no corpo, coriza e mal-estar.
Não há evidências de que a Gripe K seja mais transmissível ou mais perigosa.Especialistas, porém, apontam que os públicos mais vulneráveis, como idosos , gestantes pessoas com doença cardíaca ou pulmonar, devem procurar atendimento médico se tiverem febre ou cansaço extremo.
O médico infectologista do Hospital Anchieta Diogo Borges reitera que ainda não há estudos verificados que mostrem diferenças relevantes entre a Gripe K e as demais variantes do influenza. “Pela nossa prática clínica, no entanto, a gente nota que a febre é mais alta e persistente, podendo se manter até o quinto dia de infecção”, comenta.
Borges alerta que a vacina disponível no Sistema Público de Saúde (SUS) tem o poder de proteger o paciente da Gripe K. “A vacina é trivalente e gera anticorpos suficientes para diminuir sintomas e quadros graves”, pontua.
Alerta e casos pelo país
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiram, em dezembro de 2025, um alerta sobre a circulação do vírus após o surgimento de casos na Europa. Antes do comunicado, houve um “boom” na quantidade de internações por infecções respiratórias na Europa e na Ásia.
Na última quinta-feira (15/4), a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) confirmou três casos de “gripe K” (H3N2) em cidades perto de Brasília. As ocorrências foram registradas nos municípios de Caldas Novas, Anápolis e Itumbiara.
Segundo a pasta, todos os pacientes apresentaram quadros leves e evoluíram para cura.
O primeiro caso da Gripe K no Brasil foi registrado em dezembro do ano passado no estado do Pará.
Com informações do Metrópoles

