quarta-feira, 15/04/26
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FMI fecha novo acordo técnico com Argentina e pode liberar cerca de US$ 1 bilhão

Entendimento faz parte de revisão do programa econômico e depende de aprovação do conselho executivo; país mantém metas fiscais e monetárias

Foto: Luis ROBAYO / AFP

 

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou que chegou a um acordo em nível técnico com a Argentina para a segunda revisão do programa no âmbito da Linha de Crédito Ampliada (EFF, na sigla em inglês), o que pode liberar cerca de US$ 1 bilhão ao país, sujeito à aprovação do conselho executivo.

Segundo o comunicado, o avanço ocorre em meio ao fortalecimento do ímpeto reformista recente, com destaque para a aprovação do Orçamento de 2026 e de legislações consideradas críticas, além de ajustes no arcabouço monetário e cambial que têm contribuído para a recomposição das reservas internacionais.

O FMI destacou que o pacote de políticas acordado busca consolidar a desinflação, a estabilidade externa e o crescimento, apoiando o acesso sustentável da Argentina aos mercados. No campo fiscal, a âncora segue sendo o equilíbrio em caixa, compatível com superávit primário de 1,4% do PIB em 2026, sustentado por controle de gastos e espaço para assistência social focalizada.

Na política monetária, o compromisso é manter condições restritivas para apoiar a desaceleração da inflação, além de medidas para reduzir a volatilidade dos juros e melhorar a transmissão da política. Já no setor externo, a projeção é de aumento de pelo menos US$ 8 bilhões nas reservas em 2026, com continuidade das compras de divisas pelo banco central.

O fundo também ressaltou estratégias de financiamento, incluindo emissões de dívida, venda de ativos e apoio de organismos internacionais, além de reformas estruturais voltadas ao emprego formal, investimentos e produtividade. O organismo afirmou ainda que as autoridades permanecem comprometidas com as metas do programa e com eventuais medidas corretivas, se necessário.

Na primeira revisão do programa, concluída em agosto de 2025, o FMI aprovou um desembolso imediato de cerca de US$ 2 bilhões para a Argentina, destacando que “a forte implementação de políticas apoiou uma transição suave para um regime cambial mais flexível”, com queda da inflação e manutenção do crescimento econômico.

 

Estadão Contéudo

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