Dados sobre endividamento das famílias foram divulgados nesta sexta-feira (28/8) pelo Banco Central
O endividamento das famílias se manteve estável, conforme o mais recente relatório Estatísticas monetárias e de crédito, do Banco Central (BC), divulgado nesta sexta-feira (28/8). O documento aponta que, em junho, o índice ficou estável na comparação com maio; com isso, a taxa teve a marca de 49,8%. Em 12 meses, houve elevação de 1 ponto percentual (p.p).
A estabilidade no índice ocorre mesmo após o lançamento do programa Novo Desenrola Brasil, o Desenrola 2.0, do início de maio. A iniciativa tem o intuito de facilitar a renegociação de dívidas e reduzir o volume de contas a pagar da população.
Os dados do Banco Central também revelam que houve aumento na parcela de famílias com a renda comprometida. O índice teve elevação de maio para junho em 0,4 ponto percentual e subiu 1,7 p. p. em 12 meses, alcançando 28,9%.
Os dados do relatório do BC revelam ainda que, em junho, a inadimplência referente à carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em 4,9%. O resultado representa um aumento de 0,3 p.p. no mês e elevação de 0,9 p.p. em 12 meses.
O aumento de 0,3 p.p. na inadimplência no índice geral no mês foi resultado de elevações de 0,1 p.p. nas empresas e de 0,4 p.p. nas famílias. Os respectivos índices foram de:
- pessoas jurídicas: 3,3%;
- pessoas físicas: 5,8%.
Em relação ao crédito com recursos livres, que são negociações de empréstimos e financiamentos cujas taxas são tratadas diretamente entre bancos e clientes, a taxa de inadimplência teve alta de 0,4 ponto percentual e chegou a 6,4%.
Em junho houve expansão de R$ 21,9 trilhões (164,9% do PIB) no crédito ampliado ao setor não financeiro. Conforme a autoridade monetária, o resultado foi reflexo, principalmente, de “aumentos de 0,5% em títulos públicos, 0,4% em empréstimos do SFN e 1,3% em títulos de dívida securitizados”.
Juros do rotativo
A taxa média de juros cobrados pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo registrou um recuo de 6,2 pontos percentuais em julho deste ano e bateu 436,2% ao ano.
De acordo com os dados do BC, houve uma diminuição de 2,1 pontos percentuais na taxa do cartão de crédito parcelado, para 189,3% ao ano.

