Maria José Rocha Lima – Zezé
Há pessoas que passam pela vida procurando um lugar. Outras descobrem que o lugar não é um endereço, mas uma missão. Eli Couto pertence a este segundo grupo.
Conheci Eli quando já atuava na comunicação popular. Sua voz no rádio, na TV Web e nas redes sociais nunca foi apenas instrumento de informação; tornou-se ponte entre pessoas, comunidades e sonhos. Desde cedo percebi nela uma característica rara: autenticidade. Eli não representa um personagem. É exatamente aquilo que demonstra ser.
Sua formação em Gestão de Recursos Humanos encontrou na comunicação um campo fértil para florescer. Descobriu que comunicar é muito mais do que transmitir notícias; é mobilizar pessoas, fortalecer lideranças, criar pertencimento e despertar esperança.
Nos últimos anos, sua atuação na comunidade do Sol Nascente e do Pôr do Sol mostrou o quanto uma comunicadora popular pode contribuir para transformar realidades. Sua participação no G10 das Favelas, levando a voz das comunidades para espaços de representação nacional, demonstra que os territórios populares produzem lideranças competentes, sensíveis e comprometidas.
Também merece destaque sua participação na construção da Cartografia Social do Sol Nascente, em parceria com pesquisadores da Fiocruz. Ali, mais do que registrar um território, Eli ajudou a revelar histórias, identidades, desafios e potencialidades de uma das maiores comunidades da América do Sul.
Nenhuma transformação acontece sozinha. Eli caminhou ao lado de homens e mulheres igualmente comprometidos com o desenvolvimento comunitário. Juntos, demonstram que o verdadeiro progresso nasce da participação coletiva, da solidariedade e do compromisso com o bem comum.
Ao responder à pergunta “Quem é você?”, Eli afirmou ter encontrado sua missão e seu propósito. Poucas pessoas conseguem responder a essa pergunta com tanta clareza. Ela o faz porque sua vida confirma suas palavras.
Celebrar Eli Couto é celebrar a força da comunicação que aproxima, educa e transforma. É reconhecer que ainda existem pessoas que utilizam o microfone não para engrandecer a si mesmas, mas para dar voz aos que muitas vezes permanecem invisíveis.
Que sua caminhada continue inspirando outras mulheres, outros comunicadores e outras lideranças comunitárias a descobrirem, também, o seu lugar no mundo.
Parabéns, Eli Couto. Que sua história continue sendo escrita com coragem, serviço e esperança.


