
Maria José Rocha Lima[1]
Há esperança para os seres humanos por meio de gente que faz como Adilamar de Souza Correa, mais conhecida como Dila, da Federação Habitacional do Sol Nascente/DF, que foi a New York buscar soluções junto com mais nove líderes das maiores favelas do país.
O G10 se autodefine como um bloco que, a exemplo dos grandes blocos econômicos, tem encontros regulares e termos de cooperação.
De acordo com os representantes do G-10, a ideia é inspirar o Brasil inteiro a olhar para a favela, tornando as comunidades grandes polos de negócios, atrativos para investimentos, de forma a “transformar a exclusão em Startups e Empreendimentos de Impacto Social” de sucesso. Um ponto importante para os organizadores da iniciativa é deixar claro que o objetivo não é arrecadar doações ou patrocínio, mas investimentos que gerem tanto retorno ao investidor quanto o desenvolvimento econômico das comunidades.
Dila visitou a Estátua da Liberdade e visitou a sede da ONU. Ela foi a Nova York, para a reunião do G10, levada pelo sonho de um Sol Nascente verdadeiramente iluminado. Dila construiu seu canto na segunda maior favela do Brasil e ali vem lutando pelos direitos dos seus vizinhos a uma habitação digna e em situação regular. Apoia também as mulheres vítimas de violência e as crianças desamparadas.
[1] Maria José Rocha Lima é mestre em educação pela Universidade Federal da Bahia e doutora em psicanálise. Foi deputada de 1991 a 1999. É Fundadora da Casa da Educação Anísio Teixeira. Psicanalista e diretora administrativa da Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas em Psicanálise-ABEPP. É membro da Soroptimist International SI Brasilia Sudoeste.

