Crise de peidos acaba sessão do Homem-Aranha

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Miguel Lucena

Miguel Lucena

Ilustração gerada por IA

O Homem-Aranha já enfrentou duendes, lagartos gigantes, polvos mecânicos e ameaças vindas de outros universos. Mas, num cinema de Cartagena, na Colômbia, encontrou um inimigo para o qual não havia teia, máscara nem superpoder: uma crise de peidos.
No meio da sessão, um cheiro misterioso começou a tomar conta da sala. Primeiro, o público tentou resistir, imaginando que fosse algum efeito especial do filme. Logo percebeu que o cinema havia lançado uma experiência em quatro dimensões que ninguém comprara.
A plateia saiu em disparada. Uns tapavam o nariz; outros procuravam o responsável com a desconfiança de quem também poderia ser suspeito. Um homem fantasiado de Homem-Aranha apareceu do lado de fora, mas não conseguiu salvar a sessão. Faltou-lhe o superpoder mais importante naquela hora: desligar o olfato.
Não se sabe se houve um acidente intestinal ou uma brincadeira de mau gosto. A única certeza é que o herói escalou paredes, mas o público preferiu escalar a saída. Naquele dia, o vilão não anunciou que destruiria a cidade. Apenas soltou o golpe e permaneceu no anonimato.

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