Estação começa nesta terça com temperaturas elevadas em boa parte do país, enquanto sistema provoca chuva forte no Sudeste e no Centro-Oeste
A primavera começa oficialmente nesta terça-feira (22/9), às 21h05, pelo horário de Brasília, com uma combinação de calor intenso e mudanças nas condições do tempo em diferentes regiões do Brasil. Enquanto áreas do centro-norte continuam registrando temperaturas elevadas, uma frente fria avança pelo Sudeste e aumenta o risco de chuva forte e temporais.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a nova estação segue até 21 de dezembro e marca a transição entre os períodos seco e chuvoso, especialmente na região central do país. A primavera também favorece o aumento gradual da umidade e da ocorrência de tempestades.
Frente fria avança pelo Sudeste
Nesta terça-feira, a frente fria deve provocar chuva em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no sul do Espírito Santo. Em São Paulo, a instabilidade pode aparecer desde as primeiras horas do dia, com pancadas de moderada a forte intensidade, trovoadas, rajadas de vento e possibilidade de temporais.
O Inmet mantém alerta para tempestades em áreas de São Paulo, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Antes da chegada da chuva, as temperaturas ainda podem ficar elevadas: Belo Horizonte pode chegar a 35°C, enquanto o Rio de Janeiro tem máxima prevista de 33°C.
Na quarta-feira (23/9), as áreas de instabilidade devem continuar atuando sobre o Sudeste.
Centro-Oeste terá contraste entre chuva e calor
A aproximação da frente fria também aumenta a possibilidade de chuva no Centro-Oeste. Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e áreas do sul e oeste de Goiás podem registrar pancadas fortes, trovoadas e temporais.
Em outras partes da região, principalmente no centro-norte de Goiás, Distrito Federal e áreas de Mato Grosso, o tempo permanece quente e seco. As temperaturas podem se aproximar dos 40°C em alguns pontos.
Em Goiás, a chegada da primavera deve combinar calor acima da média com possibilidade de temporais isolados, incluindo rajadas de vento e eventual queda de granizo.
Sul deve ter retorno do frio
No Sul, a chuva perde força gradualmente em parte da região, mas ainda há previsão de instabilidade no Paraná, especialmente nas áreas central, leste e norte. O estado pode registrar temporais isolados e acumulados elevados.
No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a entrada de ar mais frio provoca queda nas temperaturas. Rajadas de vento também podem ocorrer no litoral, com algumas áreas registrando ventos de até 70 km/h.
O Inmet destaca que a primavera também pode favorecer episódios de chuvas fortes, rajadas de vento, descargas atmosféricas e granizo no Sul.
Norte terá calor e pancadas de chuva
Na Região Norte, o aumento da umidade favorece pancadas de chuva em áreas do Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima e Pará. Em alguns pontos, as precipitações podem ser acompanhadas de trovoadas.
Por outro lado, Tocantins e áreas do Pará, Amazonas e Roraima devem continuar sob influência de ar mais seco, com temperaturas elevadas. No Tocantins, a umidade relativa pode ficar entre 21% e 30%, enquanto os termômetros podem se aproximar dos 40°C.
Nordeste segue quente e seco no interior
No Nordeste, a previsão indica poucas mudanças. A chuva deve ficar mais concentrada na faixa litorânea, enquanto o interior permanece com tempo firme, calor e baixos índices de umidade.
Teresina pode chegar a 40°C nesta terça-feira. Há também alerta para baixa umidade em áreas do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia.
O que esperar da primavera
A primavera de 2026 deve ser marcada pela influência de um El Niño muito forte, com impactos sobre a distribuição das chuvas e das temperaturas no país. O Inmet prevê temperaturas médias acima de 28°C no Norte e Nordeste e aumento gradual das chuvas no Centro-Oeste e Sudeste.
A estação também favorece a formação de episódios de chuva intensa e tempestades, especialmente quando o ar quente e úmido encontra frentes frias.
No Sul e em parte do Sudeste, a expectativa é de maior frequência de chuva, enquanto Norte e Nordeste tendem a enfrentar períodos mais secos, especialmente no interior.

