terça-feira, 30/06/26
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Boi Caprichoso é campeão do 59º Festival Folclórico de Parintins

Boi azul e branco defendeu o tema ‘Brinquedo que Canta Seu Chão’ e conquistou o 27º título de sua história. O resultado foi definido durante a apuração realizada nesta segunda-feira (29), no Bumbódromo, em Parintins.

Artistas do Boi Caprichoso celebram título do Festival de Parintins 2026 em trio elétrico ao lado de torcedores. — Foto: Patrick Marques/g1 AM

 

O Boi Caprichoso é o campeão do 59º Festival Folclórico de Parintins. Defendendo o tema “Brinquedo Que Canta seu Chão”, o boi azul e branco conquistou o 27º título de sua história. O resultado foi definido durante a apuração realizada na tarde desta segunda-feira (29), no Bumbódromo, em Parintins.

O Caprichoso empatou na primeira noite e venceu as outras duas noites. No fim da apuração, o boi vencedor alcançou 1.259,0 pontos contra 1.258,3 pontos do Garantido. Foram avaliados 21 itens, entre eles apresentador, cunhã-poranga, alegorias, ritual indígena e evolução.

O Festival de Parintins 2026 foi realizado entre os dias 26 e 28 de junho e reuniu milhares de torcedores na ilha. Durante as três noites, Caprichoso e Garantido apresentaram espetáculos que combinaram música, dança, alegorias, lendas amazônicas e referências às culturas indígena e afro-brasileira em busca do título.

Ao sair do Bumbódromo, o presidente do Caprichoso Rossy Amoêdo celebrou o título e afirmou que o clima é de festa ao lado dos torcedores.

“A gente vai curtir o festival, aproveitar o festival. Hoje é um dia de festa, é um dia de coisas boas, é um dia de vitória. Vamos pra cima”.

Relembre abaixo como foram as apresentações do Boi Caprichoso nas três noites do 59º Festival Folclórico de Parintins.

Primeira noite

 

Primeiro a entrar na arena, o Caprichoso apresentou o espetáculo “Parintins – O Chão de Origem”, destacando a história da ilha, os povos originários e a formação da identidade cultural parintinense.

Ao longo da noite, o bumbá homenageou os brincadores de boi e reforçou a importância das manifestações populares que ajudaram a construir a identidade cultural parintinense.

Entre os momentos mais aguardados estiveram as evoluções da cunhã-poranga Marciele Albuquerque, que surgiu da alegoria “Cobra Grande – A Deusa da Encantaria”, da sinhazinha da fazenda Valentina Cid e da rainha do folclore Cleise Simas.

Boi Caprichoso na 1ª noite do Festival de Parintins 2026 — Foto: Divulgação/Caprichoso

Segunda noite

 

No sábado (27), o espetáculo destacou a Amazônia como território sagrado e ancestral. Encantados, povos indígenas e manifestações culturais que mantêm viva a identidade da floresta ganharam espaço na arena. Com lendas, alegorias e rituais, o Caprichoso reforçou a preservação da floresta e o valor dos saberes tradicionais.

A apresentação iniciou com a Lenda Amazônica “Curupira – O Guardião da Vida”, inspirada em um dos personagens mais conhecidos do imaginário amazônico. A alegoria mostrou o Curupira como protetor da floresta, dos animais e dos caminhos da mata, símbolo da resistência diante das ameaças ao território.

Na sequência, a rainha do folclore Cleise Simas evoluiu representando o Carimbó. Em seguida, a figura típica regional “As Farinheiras da Amazônia” revelou a porta-estandarte Marcela Marialva, que evoluiu ao som de “Deusa da Constelação”.

A terceira alegoria apresentou a exaltação cultural “O Auto do Boi Brasileiro”, conduzida pelo amo Caetano Medeiros. A alegoria revelou o boi Caprichoso e a sinhazinha Valentina Cid, que tocou violino durante a toada “Leveza de Sinhá”. Patrick Araújo ainda homenageou o compositor Chico da Silva com a toada “Meu Amor é Caprichoso”.

Fechando a apresentação, o Caprichoso levou à arena o Ritual de Iniciação Xamânica Xikrin M-Bêngôkre Xikrin. Da alegoria surgiu o pajé Erick Beltrão, que encerrou o espetáculo ao som de “Mothokari”.

Inspirado na cosmologia do povo Xikrin, alegoria do Caprichoso retrata a jornada de formação do xamã, que atravessa diferentes planos espirituais em busca de conhecimento, proteção e equilíbrio. O ritual simboliza a transformação espiritual, a conexão entre humanidade, natureza e sobrenatural e o papel do xamã como mediador entre os povos e as forças que regem o universo. — Foto: Lucas Macedo/g1AM

Inspirado na cosmologia do povo Xikrin, alegoria do Caprichoso retrata a jornada de formação do xamã, que atravessa diferentes planos espirituais em busca de conhecimento, proteção e equilíbrio. O ritual simboliza a transformação espiritual, a conexão entre humanidade, natureza e sobrenatural e o papel do xamã como mediador entre os povos e as forças que regem o universo. — Foto: Lucas Macedo/g1AM

 

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