segunda-feira, 25/05/26
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BC de Israel corta juros apesar de guerra, com shekel no maior nível contra dólar desde 1990

A instituição acrescentou que a trajetória da taxa de juros será determinada de acordo com a evolução da inflação, da atividade econômica, da incerteza geopolítica e dos desdobramentos fiscais

Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu attends the annual ceremony on the eve of Israel’s Remembrance Day for fallen soldiers (Yom HaZikaron) at the Yad LaBanim Memorial in Jerusalem on April 20, 2026. (Photo by Marc Israel SELLEM / POOL / AFP)

 

O Banco de Israel (BoI, na sigla em inglês) cortou as taxas de juros em 25 pontos-base (pb), a 3,75%, e mencionou que o comitê monetário está focado na estabilidade de preços, no apoio à atividade econômica e na estabilidade dos mercados, em decisão publicada nesta segunda-feira, 25.

A instituição acrescentou que a trajetória da taxa de juros será determinada de acordo com a evolução da inflação, da atividade econômica, da incerteza geopolítica e dos desdobramentos fiscais

A Capital Economics destaca que o BoI retomou o ciclo de flexibilização monetária – em decisão que era amplamente esperada pelos analistas – à medida que os riscos de inflação diminuem. A consultoria recorda que o BC israelense adotou uma postura relativamente cautelosa desde o início do conflito no Oriente Médio, em meio a preocupações com a incerteza geopolítica e os riscos de inflação, mas diversos fatores se combinaram para abrir uma janela para a retomada do afrouxamento monetário nas últimas semanas.

“O shekel se valorizou em cerca de 10% em relação ao dólar este ano, atingindo seu nível mais forte desde a década de 1990, e a valorização da moeda pode contribuir para moderar a inflação”, detalha. “Outros fatores que apoiam a retomada do afrouxamento monetário incluem a contração do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre e a queda nos prêmios de risco soberano de Israel”, acrescenta.

A Capital espera que haja um corte de 25 pb em julho, para 3,50%, com as taxas caindo ainda mais para 3,25% em 2027.

Estadão Conteúdo.

 

 

 

 

 

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