Apesar de não detalhar as medidas discutidas no BC, a governadora Celina Leão disse que a solução para o BRB existe e será técnica

A governadora do Distrito Federal (DF), Celina Leão (PP), se reuniu, na manhã desta quinta-feira (30/4), com o presidente do Banco Central (BC) Daniel Galípolo para tratar sobre a crise do Banco de Brasília (BRB). Sem revelar os detalhes sobre os temas tratados, Celina deixou a reunião com a expectativa positiva. “O BRB não vai ser liquidado”, pontuou a governadora.
A reunião teve participação do presidente do BRB, Nelson Antonio Sousa, e do secretário de Economia do DF, Valdivino José de Oliveira.
“O problema do BRB está sendo resolvido. A solução é técnica. Não podemos passar muitas informações. Mas a gente saiu muito satisfeito e com a garantia para os nossos correntistas que o banco vai sair desse problema da melhor forma possível”, afirmou Celina Leão.
A reunião foi feita a pedido do GDF. Segundo Celina, os temas tratados foram soluções técnicas para a crise.
“Nenhum correntista precisa ficar preocupado. Nós temos soluções técnicas. O que eu posso falar para vocês é que nós já estamos com solução técnica. O BRB não vai ter nenhum problema de liquidação”, afirmou a governadora.
“O BRB tem saída. Está resolvido. É uma questão da fórmula financeira. Está tudo certo”, concluiu.
Na terça-feira (28/4), o GDF solicitou aval do Tesouro Nacional para a operação, que disse não ter recebido nenhum tipo de informação que possibilitasse a análise.
Sobre isso, a governadora disse que o presidente do BRB e o secretário de Economia já estão preparando os documentos para serem encaminhados.
Celina Leão afirmou ainda que aguarda uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar sobre o BRB. “A pauta com ele é a questão do Tesouro. Pedimos a reunião e espero que ele nos acate. Peço que o mais rápido possível”, complementou. Não houve ainda resposta do Palácio do Planalto à solicitação do Buriti.
Medidas para o BRB
O Governo do Distrito Federal busca viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou por meio de um consórcio de bancos.
Outra medida em análise é a captação de recursos por meio da venda da dívida ativa do DF. Nesse modelo, créditos a receber de pessoas físicas e empresas seriam agrupados em um fundo e repassados, com desconto, a investidores interessados na cobrança.
O BRB também anunciou a venda de ativos considerados saudáveis adquiridos do Banco Master. A operação, realizada com a gestora Quadra Capital, pode render cerca de R$ 4 bilhões à vista ao banco.

