Ano menos violento no DF: crimes contra vida caem 5,6% de janeiro a agosto

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O Distrito Federal registrou queda de 5,6% no número de vítimas de crimes violentos, como homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. O dado da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) é referente aos oito primeiros meses deste ano e compara com o mesmo período de 2019.

Tentativas de latrocínio, homicídio e feminicídio tiveram redução de 28,5% (130 para 93), 14% (500 para 450) e 49,2% (63 para 32), respectivamente, em comparação ao intervalo de janeiro a agosto do ano passado.

Os levantamentos mostram que, em agosto de 2020, todos os crimes monitorados pela pasta caíram. Homicídio, no entanto, foi exceção, com dois casos a mais.

“Em agosto de 2019 tivemos o menor número de vítimas de homicídios em 21 anos. Fechamos ainda o ano passado com a menor taxa de homicídios em 35 anos”, aponta o secretário de Segurança Pública, delegado Anderson Torres.

De acordo com o chefe da pasta, a equipe sabia, desde o início do ano, que seria grande o desafio de manter a redução dos crimes. “Entretanto, com planejamento, tecnologia, inteligência e com trabalho integrado das forças de segurança, estamos conseguindo superar as marcas de 2019 no acumulado do ano”, explicou.

Um fator que contribuiu para a redução na estatística foi a ampliação do projeto de videomonitoramento no DF. Em 19 meses, o número de equipamentos instalados aumentou 47%. Em janeiro de 2019, o Distrito Federal contava com 584 câmeras. Até o fim de julho havia 859 câmeras instaladas.

Patrimônio

Os principais crimes contra o patrimônio, monitorados pela secretaria, são roubos e furtos. Os índices tiveram queda de 28,2% nos oito primeiros meses de 2020. São 8.520 roubos e furtos a menos na capital federal.

Dos crimes analisados, o roubo a transporte coletivo apresentou a maior queda: 33,9%, de 1.084 para 716, com 368 crimes a menos. Já o roubo em comércio teve redução de 28,1%,: de 911 para 655 ocorrências. O que representa 256 casos a menos.

Com relação ao roubo a transeunte houve 29,4% de queda no mesmo período. O furto em veículo e os roubos de veículo e a residência caíram 23%, 31,7% e 8,3%, respectivamente.

Feminicídios

De janeiro a agosto deste ano, os casos de feminicídios caíram de 21 para 12, ou seja 42,8%.

“O feminicídio é um crime de difícil prevenção e de fácil elucidação. Por acontecer, em sua maioria, no ambiente familiar, a denúncia é melhor forma de proteger as mulheres. Até julho deste ano, 73,8% dos casos ocorreram dentro de residências. E, em 47,6% dos casos, os autores eram maridos ou companheiros das vítimas”, afirmou Torres.

As forças de segurança montaram uma força-tarefa para conscientizar, prevenir e solucionar crimes cometidos contra a mulher. A Polícia Civil do DF (PCDF)ampliou o atendimento da Delegacia Eletrônica e inaugurou uma nova Delegacia da Mulher, em Ceilândia.

Já a Polícia Militar (PMDF) visitou mais de 4 mil vítimas de violência doméstica este ano. “Temos nos mobilizado para garantir uma resposta rápida aos casos de violência doméstica para que não se torne feminicídio”, explicou o secretário.

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