sexta-feira, 08/05/26
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Mendonça autoriza transferência do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa para a Papudinha

Decisão do ministro do STF está sob sigilo. Ex-presidente do BRB deve ser transferido para unidade ainda nesta sexta-feira (8).

19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como ‘Papudinha’, no DF — Foto: Google Maps/Reprodução

 

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa para o 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda.

O prédio é conhecido como “Papudinha”. A decisão, que está sob sigilo, foi tomada nesta sexta-feira (8), e a mudança de unidade prisional deve ocorrer ainda hoje.

O edifício fica a poucos metros das unidades da Papuda para presos comuns, no Jardim Botânico, e tem capacidade para 60 presos.

Paulo Henrique Costa está preso em Brasília desde 16 de abril, como desdobramento de uma nova fase da operação Compliance Zero.

O batalhão tem oito celas, todas no formato de alojamentos coletivos, compostos por banheiro com box, chuveiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala.

Segundo a Polícia Militar, todas essas instalações foram reformadas em 2020.

Todos os presos podem receber itens de higiene, limpeza, enxoval e roupas definidos pela administração penitenciária, de forma igual para todos.

Também é permitido acesso a televisores e equipamento de ventilação mecânica, de acordo com o regramento da unidade prisional.

BRB e Master

Paulo Henrique Costa esteve à frente do BRB a partir de 2019, indicado pelo ex-governador do DF Ibaneis Rocha e conduziu a tentativa de compra do Banco Master pela instituição. Ele foi afastado em novembro após decisão judicial.

O executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o Banco Master sem lastro – ou seja, sem que houvesse ações ou dinheiro em caixa para honrar aquelas negociações.

De acordo com investigadores, Paulo Henrique Costa teria feito um acordo de propina com o dono do Master, Daniel Vorcaro, que envolvia seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões – em troca de facilitar o esquema envolvendo o banco.

O Banco de Brasília (BRB) é um banco público controlado pelo governo do Distrito Federal. Ele aparece no caso Master por ter sido o principal interessado na compra da banco de Daniel Vorcaro e por ter realizado operações financeiras que estão sob investigação.

A negociação previa a aquisição de participação relevante no Master e foi apresentada como uma alternativa para evitar a quebra da instituição.

No entanto, o Banco Central vetou a operação ao concluir que não havia viabilidade econômico-financeira e que o negócio poderia transferir riscos excessivos ao banco público.

Além da tentativa de compra, a Polícia Federal apura se o BRB adquiriu carteiras de crédito problemáticas do Master. O foco é entender se houve falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança das operações.  (g1 DF)

 

 

 

 

 

 

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