Exposição fica aberta nos dias 27 e 28 de agosto, e 3 e 4 de setembro. Entrada gratuita é por ordem de chegada, sem agendamento prévio, e mediante apresentação de documento com foto.
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Coração de D. Pedro I. — Foto: Guilherme Costa Oliveira/ Câmara Municipal do Porto
A visitação ao coração de Dom Pedro Iserá aberta ao público neste sábado (27), no Palácio do Itamaraty, em Brasília. A exposição “Um coração ardoroso: vida e legado de D. Pedro I” fica aberta das 8h às 13h e das 14h às 18h, neste sábado, no domingo (28) e nos dias 3 e 4 de setembro.
Conservado em formol há 187 anos, o órgão do imperador deixou Portugal pela primeira vez e chegou no Brasil na segunda-feira (22), em comemoração aos 200 anos da Independência do Brasil, em 7 de setembro. Entre quinta (25) e sexta (26), estudantes de escolas públicas puderam visitar a relíquia.
Para os visitantes, o percurso será iniciado pela porta oeste do Palácio do Itamaraty, voltada para o Ministério da Saúde. A entrada é por ordem de chegada, sem agendamento prévio e mediante a apresentação de documento com foto.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), as seguintes regras devem ser seguidas pelo público:
- Não será permitida a entrada de visitantes com bolsas, sacolas ou mochilas, bem como bastão de selfie, tripé e equipamentos similares;
- Não será permitida a entrada de visitantes com bebidas e alimentos;
- É vedado o porte de armas e de outros utensílios;
- O(a) visitante deve seguir os percursos indicados pela equipe responsável, no tempo indicado, não lhe sendo facultada a exploração livre das áreas visitadas;
- O(a) visitante não poderá realizar registro fotográfico ou audiovisual durante a visita;
- O(a) visitante não deverá tocar em qualquer obra de arte ou objeto de valor histórico;
- Pede-se, ainda, jogar lixo apenas nas lixeiras, não fumar, não falar em voz alta e abster-se de atender a telefones celulares, mantendo-os desligados ou em modo silencioso.
Chegada ao Brasil
O coração de Dom Pedro I chegou ao Brasil transportado pela Força Aérea Brasileira (FAB). O órgão veio em cabine de passageiros, junto com três autoridades portuguesas e um representante do governo brasileiro.
Na base aérea, foi recebido com honrarias e levado ao Palácio do Itamaraty, em operação “silenciosa”. Na terça-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu o órgão na rampa do Palácio do Planalto. A relíquia foi recebida com uma salva de tiros de canhão.
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“Dois países, unidos pela História, ligados pelo coração. Duzentos anos de independência. Pela frente, uma eternidade em liberdade. Deus, pátria, família! Viva Portugal, viva o Brasil!”, disse Bolsonaro durante a recepção do órgão.
O retorno do coração a Portugal está marcado para 8 de setembro. A Polícia Federal e as Forças Armadas devem fazer a segurança da relíquia neste período.
Negociação
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De acordo com o Ministério de Relações Exteriores, a negociação que possibilitou a vinda do coração de Dom Pedro I para o Brasil levou quatro meses.
Para que a relíquia pudesse ser enviada ao Brasil foram necessárias duas autorizações. Primeiro, peritos do Instituto Médico Legal da Universidade do Porto permitiram – do ponto de vista técnico – a vinda do órgão, “que é frágil”. Depois, houve uma votação, na Câmara de Vereadores da cidade do Porto, onde a viagem foi autorizada, por unanimidade.
Depois que o empréstimo foi divulgado, alguns historiadores criticaram a decisão por considerar um risco à relíquia e um gasto de dinheiro público desnecessário. O Ministério de Relações Exteriores não divulgou quanto custou a operação.
Antes da vinda do órgão ao Brasil, foi organizada a primeira exposição aberta ao público do coração de D. Pedro I, na cidade do Porto, em Portugal. O evento atraiu milhares de pessoas. (g1/DF)

