domingo, 22/03/26
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Trump pegou aquela cor de colorau na cidade de Diamante

Imagem gerada por IA

 

Miguezim de Princesa

Um tal de Donald Trump,
Em um tempo já distante,
Esteve na Paraíba,
Na cidade Diamante,
Mas se deu mal ao chamar
O povo de ignorante.

II
O sol estava escaldante,
Trump começou falar
Aqueles seus impropérios,
De um modo muito vulgar,
E irritou quem estava
Na Bodega de Oscar.

III
Trump danou-se a falar,
Daquele jeito arrastado,
Dizendo que Diamante
Era um lugar atrasado,
O povo era sem cultura
E tinha o bucho quebrado.

IV
Na bodega, ali sentados,
Comendo fava e quiabo,
Se encontravam dois poetas,
Um escritor muito pabo,
Um músico e um amansador
Valente de burro brabo.

V
Os poetas, inspirados,
Responderam com ironia:
Trump seria um bucéfalo
E rei da desarmonia,
Só entendia de quengagem
E nunca lera poesia.

VI
O músico, com maestria,
Começou a dedilhar
Seu violão sete cordas,
Nota a nota a executar
O choro bem brasileiro
Tico-tico no fubá.

VI
O escritor, pra esnobar,
Citou Shakespeare de montão:
O príncipe Hamlet dizia
Ser, não ser, eis a questão,
Era o dilema da vida
De querer viver ou não.

VII
O amansador, durão,
Com uma força descomunal,
Deu um tabefe no Trump,
Que Trump sentiu-se mal
E caiu com a cara dentro
De uma bacia de colorau.

VIII
Trump voltou para os EUA
Com a cara toda amassada.
Muitos anos se passaram,
Muita história foi contada,
E Trump ficou pra sempre
Com a cor avermelhada.

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