Alessandro Vieira (MDB-SE) defende mais 60 dias de trabalho. Data final está marcada para 14 de abril

O relato da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), disse, nesta segunda-feira (6/4), que protocolou o pedido de prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias. A iniciativa conta com o apoio de 28 senadores, número superior ao necessário para a tramitação do pedido.
A comissão foi instalada em 4 de novembro de 2025. O prazo para encerrar é 14 de abril, quando o relator deve ler o parecer final.
O relator afirma que a comissão reuniu uma grande quantidade de documentos e que precisa de mais tempo para cruzar as informações e colher depoimentos de investigados e testemunhas.
“Ficou evidenciado que o crime organizado atua hoje com estruturas comparáveis a corporações transnacionais, dotadas de complexas redes de lavagem de capitais, que se valem de brechas regulatórias e da cooptação de agentes públicos e privados nos mais altos níveis de poder”, justificou Vieira.
No documento, o relator também cita a insuficiência de tempo para concluir o diagnóstico sobre a atuação das facções criminosas e das milícias nos diferentes estados da Federação, sendo necessário ouvir governadores e secretários de segurança pública das unidades federativas mais e menos seguras do país.
O relator citou ainda que o prazo atual é insuficiente para concluir a análise sobre a atuação de facções criminosas e milícias nos estados, defendendo a necessidade de ouvir governadores e secretários de Segurança Pública de unidades federativas com diferentes níveis de violência.
A decisão de prorrogar ou não os trabalhos do colegiado cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que, no passado, resistiu parar prorrogar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigava as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

