Ações apuram irregularidades na Administração Regional do Núcleo Bandeirante e uso de comissionados da CLDF em empresa do distrital. Parlamentar afirma estar ‘tranquilo’.
G1 DF e TV Globo
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/s/U/sE1whMSgSaE2taP0hR1w/whatsapp-image-2020-12-16-at-08.39.25.jpeg)
Agentes da Polícia Civil e promotores do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) começaram a cumprir, na manhã desta quarta-feira (16), mandados de busca e apreensão na Câmara Legislativa do DF (CLDF) e na casa do deputado distrital José Gomes, no Lago Sul.
A ação faz parte de duas operações, chamadas de Cidade Livre e Alpha 19, que investigam, respectivamente, irregularidades na Administração Regional do Núcleo Bandeirante e o uso de comissionados da CLDF em uma empresa do distrital.
Em nota, a assessoria de José Gomes informou que ele “está tranquilo” e que “não cometeu nenhum ato ilícito”. “Ele irá cooperar com as investigações para dirimir qualquer dúvida”, diz o texto.
Acionada pelo G1, a Administração Regional do Núcleo Bandeirante não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.
Cidade Livre
Ao todo, são 15 mandados de busca e apreensão, no Plano Piloto, Lago Sul, Núcleo Bandeirante e Arniqueiras. A operação Cidade Livre apura irregularidades nas emissões de autorizações de uso de bens públicos e concessão de licenças pela Administração Regional do Núcleo Bandeirante.
Segundo o MPDFT, desde 2015, foram emitidas autorizações de uso de bens públicos sem o respectivo recolhimento de taxa de aluguel. Segundo o órgão, um exemplo é o Parque do Núcleo Bandeirante, que foi cedido sem licitação e sem contraprestação para o poder público, sendo o uso explorado economicamente por particulares.
De acordo com os investigadores, a operação também envolve o deputado distrital Roosevelt Vilela (PSB) que, à época, era administrador do Núcleo Bandeirante.
Alpha 19
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/a/1/1IrvgkSYqelAB0ETfrBw/josegomes-970x650.jpg)
Já a operação Alpha 19 apura se o deputado José Gomes prestou declaração falsa à CLDF. De acordo com os investigadores, ele estaria ocultando do poder público que continua, de forma irregular, na gestão da empresa Real JG Serviços Gerais, ao mesmo tempo em que exerce o cargo parlamentar.
Além disso, a ação investiga uso emprego de servidores públicos pelo distrital em atividades desvinculadas do cargo público que ocupam na CLDF.
Segundo o Ministério Público, as investigações ainda estão em curso e são mantidas sob sigilo. “As buscas visam à obtenção de elementos probatórios que irão subsidiar as investigações em andamento que, em tese, apuram os crimes de peculato, dispensa indevida de licitação, corrupção ativa e corrupção passiva”, diz o órgão.