Declaração foi feita durante o conselho permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, nos Estados Unidos

O representante permanente dos Estados Unidos na Organização dos Estados Americanos (OEA), Leandro Rizzuto, afirmou nesta terça-feira (6/1) que a ação militar norte-americana na Venezuela não se tratou de uma invasão, mas de uma operação “bem-direcionada” para retirar o presidente Nicolás Maduro do país.
“Os Estados Unidos não invadiram a Venezuela. Essa foi uma ação bem-direcionada para retirar um conspirador, a fim de que pudesse enfrentar a Justiça nos Estados Unidos”, alegou Rizzuto. A afirmação foi feita durante o conselho permanente da OEA, em Washington, nos Estados Unidos.
Ainda conforme o diplomata, existe uma acusação com 25 páginas que atribui a Maduro “crimes hediondos”.
“Faço o convite para que leiam as acusações, com 25 páginas, com crimes hediondos contra a vida dos estadunidenses. Nicolás Maduro recebeu muitas oportunidades, que ele recusou. Não foi uma interferência na democracia na Venezuela, na verdade, se retirou o obstáculo principal à democracia. Maduro não representa a ordem democrática, ele obstruiu essa ordem”, afirma Leandro Rizzuto.
OEA
A Organização dos Estados Americanos ou Organization of American States (em inglês) foi fundada em 1948 com assinatura, em Bogotá, na Colômbia, para alcançar Estados membors, como estipula o Artigo 1º da Carta, “uma ordem de paz e de justiça, para promover sua solidariedade, intensificar sua colaboração e defender sua soberania, sua integridade territorial e sua independência”.
Atualmente, a OAS reúne 35 Estados independentes das Américas e constitui o principal fórum governamental político, jurídico e social do Hemisfério.
Captura de Maduro
- Os Estados Unidos atacaram, no último sábado (3/1), diversas regiões da Venezuela.
- O mandatário norte-americano, Donald Trump, confirmou a captura do presidente
- Nicolás Maduro e da esposa dele, Cilia Flores.
- Maduro passou a ser o principal alvo das ameaças de Trump. Isso porque o presidente da Venezuela é apontado como chefe do Cartel de los Soles — grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.
Detido em Nova York
Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados e levados para fora do país por forças dos Estados Unidos, segundo confirmou o presidente norte-americano, Donald Trump.
Ele está detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, conhecido como “a prisão dos famosos”, onde permanecerá enquanto aguarda julgamento por narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas.

