
Miguel Lucena
A morte de Nilton César me fez lembrar de Bosco Ribeiro, figura querida de Princesa, que reinventava as músicas sem pedir licença ao compositor.
No clássico “À Índia fui em férias passear”, Bosco mudava tudo e cantava como se fosse a própria indígena tirando férias: “A Índia foi em férias passear, tornar realidade um sonho seu”.
E ninguém corrigia — porque o encanto estava justamente ali, na ousadia inocente de trocar sentidos e rir de si mesmo.
Com letra certa ou errada, Nilton César segue vivo na memória afetiva de gerações que aprenderam a amar suas canções antes mesmo de entender suas palavras.

