terça-feira, 13/01/26
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Mortes superam nascimentos na França pela primeira vez desde 1944

Em 1º de janeiro de 2026, 69,1 milhões de pessoas viviam na França, um aumento de 0,25% em relação ao ano anterior devido apenas à migração (+176.000 pessoas), segundo esse organismo oficial

Foto: Embassy of France/Divulgação

 

A França registrou mais óbitos do que nascimentos em 2025 pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial, indicou nesta terça-feira (13) o instituto nacional de estatística Insee, em meio a debates sobre a queda da natalidade.

Em 1º de janeiro de 2026, 69,1 milhões de pessoas viviam na França, um aumento de 0,25% em relação ao ano anterior devido apenas à migração (+176.000 pessoas), segundo esse organismo oficial.

O crescimento natural ou vegetativo, que corresponde à diferença entre nascimentos e óbitos, foi negativo: -6.000. Essa situação se deve a dois fatores: o recuo da natalidade e o avanço das mortes.

“O que surpreende é até que ponto, em poucos anos, o crescimento natural diminuiu devido à rápida queda dos nascimentos”, destacou Sylvie Le Minez, chefe da unidade de estudos demográficos e sociais do Insee, em coletiva de imprensa.

Cerca de 645.000 bebês nasceram em 2025, 2,1% a menos que no ano anterior, o que corresponde ao menor número desde o fim da Segunda Guerra Mundial pelo quarto ano consecutivo. A queda é mais acentuada em relação a 2010: menos 24%.

Paralelamente, 651.000 pessoas faleceram, alta de 1,5% em relação a 2024 devido principalmente à epidemia de gripe de inverno, segundo o Insee. Também se deve à chegada da geração “baby boomer” à idade de risco.

A preocupação com os nascimentos paira há anos. Em 2024, o presidente de centro-direita, Emmanuel Macron,  defendeu um “reforço demográfico”, baseado em impulsionar a natalidade melhorando a licença parental e combatendo a infertilidade.

Para os demógrafos, dificuldades para ter filhos incluem encontrar um trabalho estável, acesso à moradia, incerteza sobre a mudança climática, além de conciliar vida profissional e familiar.

Em 2023, a França era o segundo país da União Europeia (UE) com a maior taxa de fecundidade: 1,66 filho por mulher, atrás apenas da Bulgária (1,81), segundo dados do escritório europeu de estatística Eurostat.

Em 2025, o Insee fixou esse índice em 1,56 filho por mulher na França, confirmando a tendência de queda desde 2010, quando se situava em 2,02.

 

AFP

 

 

 

 

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