Vitória de Oliveira brincava com outras crianças quando foi atingida. Motorista fugiu do local sem prestar socorro e ainda não foi localizado pela polícia.
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Está em coma a menina Vitória de Oliveira, de 4 anos, atropelada na tarde de quarta-feira (17), na DF-130, na região da Rajadinha, no Paranoá. Segundo a tia-avó da criança, Maria Clemilda Alves, de 46 anos, a criança sofreu afundamento e fratura de crânio.
“Os médicos deram prazo de 24 horas para ela ter uma reação. Estamos aguardando pra ver se ela responde. Ela é forte. Deus abençoe que ela saia desse coma”, diz a tia-avó da menina.
Na hora do acidente, cinco crianças brincavam juntas. O motorista responsável pelo atropelamento fugiu do local.
Segundo Clemilda, Vitória tem uma doença rara chamada de paquionite congênita (lesões verrucosas na pele) e faz acompanhamento no Hospital da Criança. A menina mora com a tia-avó desde quando tinha seis meses de vida.
“Eu tenho a Vitória como filha. É a alegria daqui de casa. Ela dorme comigo, é carinhosa, muito amorosa, gosta de cantar. Esse ano ela falou que queria ir pra escola. Ela só falava em estudar e crescer”, conta.
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Clemilda explica que na tarde de quarta-feira Vitória tinha ficado aos cuidados de um tio, e usava uma bicicleta maior que a que ela tinha costume de pedalar. Segundo a tia-avó, a menina foi atropelada no acostamento.
Motorista ainda não foi identificado
Vitória está internada no Hospital de Base. A 6ª Delegacia de Polícia, do Paranoá, investiga o caso.
O motorista que atropelou a criança ainda não foi identificado. Segundo testemunhas, o carro era uma caminhonete, cor prata, e o motorista fugiu sem prestar socorro. O para-choque do veículo ficou no local do acidente.
Policiais militares viram imagens das câmeras de segurança de um condomínio próximo e identificaram três caminhonetes com as mesmas características. A Polícia Civil está analisando os vídeos.
“Nós acreditamos que uma dessas caminhonetes de cor cinza tenha sido o veículo atropelador”, disse delegado Ricardo Viana.
A situação do motorista pode se agravar pelo fato dele não ter prestado socorro. “Além da batida do veículo, uma peça caiu. Era uma situação para ele parar e ver pelo menos o que aconteceu” aponta o delegado.
“Como as circunstâncias estão sendo apuradas, nós podemos até chegar numa situação dele ter assumido o risco de ter provocado o acidente, mas pra isso nós temos que apurar todas as variáveis que estão no contexto desse crime”, diz Viana.
G1 DF e TV Globo*