sexta-feira, 27/03/26
HomeDistrito FederalGDF Saúde amplia telemedicina com foco em prevenção

GDF Saúde amplia telemedicina com foco em prevenção

Instituto gestor do plano dará mais atenção a doenças crônicas, com médicos de referência, e à saúde mental de servidores e dependentes

O GDF Saúde vai expandir as especialidades em telemedicina na área psicossocial para tratar a saúde mental do servidor | Foto: Divulgação/Inas

 

O GDF Saúde, plano administrado pelo Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal (Inas), anunciou nesta sexta-feira (27) duas novidades para seus 105 mil beneficiários: a ampliação da atenção primária à saúde e a expansão da telemedicina para especialidades voltadas à saúde mental do servidor.

“São iniciativas importantes tanto para a saúde do plano quanto para a saúde dos usuários”, destaca Rodrigo Gonçalves, diretor-presidente da instituição. O gestor foi o convidado da live Tempo de Refletir, organizada pela Secretaria-Executiva de Valorização e Qualidade de Vida (Sequali), da Secretaria de Economia (Seec-DF). A íntegra do bate-papo, comandado pelo secretário-executivo Epitácio Júnior, está disponível no canal da pasta no YouTube.

A decisão de incluir a Atenção Primária à Saúde (APS) no dia a dia do GDF Saúde é motivada pela necessidade de ofertar uma medicina mais preventiva e integral. “Os pacientes cardiopatas, diabéticos ou com outras doenças crônicas terão um médico de referência para acompanhá-los. É um ponto focal de auxílio, de orientação”, reforça Rodrigo Gonçalves. “É bom para o plano e para o beneficiário, que terá um acompanhamento passo a passo para corrigir rotas de medicamentos ou tratamentos”.

“Nosso plano de saúde não visa o lucro, mas sim abraçar o beneficiário e estar com ele até o fim da vida”

Rodrigo Gonçalves, diretor-presidente do Inas

A APS é o primeiro nível de atenção em saúde e se caracteriza por um conjunto de ações, no âmbito individual e coletivo, que abrange a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos e, por fim, a redução de danos.

Além disso, o GDF Saúde vai expandir as especialidades em telemedicina na área psicossocial para tratar a saúde mental do servidor. A prática começou a ser adotada no GDF Saúde em outubro (mês dedicado ao servidor) do ano passado. Hoje, duas empresas prestam serviço ao Inas. Como não há limitação territorial, o atendimento foi nacionalizado (por lei, o plano de saúde é restrito ao DF) e retira o paciente do ambiente hospitalar em casos mais simples.

Epitácio Júnior, secretário-executivo da Sequali, lembra que a iniciativa pode reduzir a pressão sobre a Subsecretaria de Saúde (Subsaúde) da Seec-DF na gestão da qualidade de vida no trabalho, reduzindo, por exemplo, o absenteísmo. No ano passado, apenas em psicoterapia, o GDF Saúde realizou 225 mil sessões. A maioria para servidores de três áreas: saúde, educação e segurança pública, devido à responsabilidade e às especificidades do trabalho dessas categorias.

Atendimentos

O GDF Saúde cresce a cada ano. Em 2021, realizou 191 mil atendimentos. Já em 2025, chegou a 1,4 milhão de atendimentos. “E em um universo amplo, que vai desde o exame mais simples a uma operação complexa”, conta Rodrigo Gonçalves.

 

O plano — criado em outubro de 2020, durante a pandemia de covid-19 — tem uma carteira de 105 mil vidas atendidas (servidores e dependentes). Entre os prestadores de serviços (clínicas, hospitais e laboratórios), são 3 mil, diretos e indiretos. “Isso garante a suficiência de rede. Os grandes hospitais continuam nos atendendo”, reforça. O Inas tem 207 servidores e agrega à economia hospitalar do Distrito Federal mais de R$ 1,5 bilhão por ano.

Dificuldades

Rodrigo Gonçalves, há 16 anos empossado como auditor de controle interno do GDF, afirma que tem lidado com dificuldades, mas destaca que elas não põem em risco o GDF Saúde. “Falando da questão do atendimento, por exemplo: falhas acontecem por razões multifatoriais, mas o coração do Inas é fornecer o melhor tratamento para o servidor”, ressalta.

Ele informa que algumas dessas dificuldades ocorrem, por exemplo, com o uso de órteses, próteses e outros materiais utilizados em cirurgias (OPMEs). Elas exigem a liberação de duas guias em razão do alto custo, o que demanda cotação de mercado e envolve uma tripla preocupação: atendimento ao usuário, qualidade do material e sustentabilidade financeira do plano. “Nosso plano de saúde não visa o lucro, mas sim abraçar o beneficiário e estar com ele até o fim da vida.”

Rodrigo Gonçalves (à esquerda), diretor-presidente do Inas, foi o convidado desta sexta (27) da live Tempo de Refletir, organizada pela Sequali | Foto: Divulgação/Seec-DF

Em relação às queixas de usuários sobre descredenciamento de prestadores de serviços, o diretor-presidente do Inas lembra que o ciclo contratual de cada empresa é, no máximo, de 60 meses, conforme a Lei nº 8.666. “No final de 2025, tivemos que fazer uma renovação ampla do leque de credenciados em função desse prazo”, informa.

Vários prestadores, especialmente aqueles que não tinham fluxo de beneficiários, foram descredenciados. Outros optaram por sair, e alguns não apresentaram documentos para a renovação. “Apenas 226 saíram, e a maioria de baixo fluxo, que nem faturaram”, esclarece.

Conselhos

Sobre as mudanças nos conselhos de gestão, Gonçalves explica que existem dois: o de Administração e o Fiscal. Este último cuida das questões contábeis e financeiras. O primeiro é responsável, entre outras funções, pela aprovação do rol de procedimentos. Ambos são preenchidos com indicações do GDF e dos beneficiários. “A recente troca de cinco conselheiros se deu por iniciativa das entidades de classe — e por razões próprias. Não teve ingerência política, só de gestão, num fluxo totalmente natural”, salienta.

 

 

 

 

 

VEJA TAMBÉM

Comentar

Please enter your comment!
Please enter your name here

- Publicidade -
- Publicidade -spot_img

RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Este campo é necessário

VEJA TAMBÉM