Ele deve substituir o atual presidente, Jerome Powell – desafeto de Trump -, cujo mandato à frente do Fed vence em maio.

O presidente americano Donald Trump anunciou que vai nomear o ex-diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) Kevin Warsh como o próximo presidente da instituição. Ele deve substituir o atual presidente, Jerome Powell – desafeto de Trump -, cujo mandato à frente do Fed vence em maio.
Warsh, de 55 anos, já fez parte do Conselho de diretores do Fed entre 2006 e 2011. O Conselho é o principal órgão da autoridade monetária dos Estados Unidos e todos os seus integrantes participam do Fomc, o comitê que define as taxas de juros no país.
Ele se formou em políticas públicas na Universidade de Stanford e em direito na Universidade de Harvard, além de ter feito cursos sobre o mercado financeiro e mercado da dívida no MIT. Warsh trabalhou para o Morgan Stanley, um dos principais bancos dos Estados Unidos, entre 1995 e 2002.
No mundo político, Warsh foi assessor econômico do ex-presidente George W. Bush entre 2002 e 2006, saindo para integrar o Fed. Uma vez na autoridade monetária, auxiliou no resgate financeiro de bancos após a crise financeira de 2008. Posteriormente, ele participou da equipe de transição de Donald Trump no primeiro mandato.
Warsh investiu em startups de criptomoedas e tem um perfil avaliado como “conservador” em finanças, com críticas ao aumento da dívida do governo federal americano. Ele é casado com Jane Lauder, filha de Ron Lauder, que supostamente teria despertado a vontade de Trump de obter controle sobre a Groenlândia. O banqueiro também é registrado como eleitor do Partido Republicano.
Trump elogiou Warsh em julho de 2025, afirmando que “ele é muito bem conceituado”. A avaliação é bastante diferente da que Trump tem expressado recentemente sobre Jerome Powell, atual presidente do Fed. Apesar de também ser republicano, Powell é alvo constante de ofensas e ataques de Trump por não reduzir os juros na velocidade desejada pelo presidente do país.
Estadão Conteúdo.

