sábado, 14/03/26
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EUA anunciam envio adicional de 20 milhões de doses de vacinas contra Covid autorizadas para uso interno

Serão vacinas dos fabricantes Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson —todas aprovadas pela autoridade médica dos EUA, a FDA. O país já tinha anunciado a distribuição de 60 milhões de doses da AstraZeneca, que não é usada lá.

Biden enviará vacinas aprovadas pelos EUA ao exterior pela primeira vez -  ISTOÉ DINHEIRO
Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta segunda-feira (17) que irá enviar pelo menos 20 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 para outros países até o final de junho, marcando a primeira vez que os EUA estão compartilhando imunizantes autorizados para uso interno no país.

Biden anunciou que enviará doses dos imunizantes da Pfizer/BioNTech, da Moderna e da Johnson & Johnson, além dos 60 milhões de doses da Oxford/AstraZeneca que ele já havia planejado enviar a outros países. De acordo com a imprensa do país, as doses serão entregues até o fim de junho. Não foi especificado a que países serão mandadas.

Ao contrário dos outros imunizantes citados, a vacina da AstraZeneca ainda não está autorizada para uso nos Estados Unidos.

“Assim como na Segunda Guerra Mundial a América era o arsenal da democracia, na batalha contra a pandemia de Covid-19 nossa nação será o arsenal de vacinas”, disse Biden.

O presidente afirmou que nenhum outro país enviará mais vacinas ao exterior do que os Estados Unidos.

Os EUA administraram mais de 272 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 e distribuíram aos Estados mais de 340 milhões, de acordo com dados federais atualizados na manhã desta segunda-feira.

Com quase 60% dos adultos norte-americanos tendo recebido pelo menos a primeira dose, o país está bem à frente de muitas nações como o Brasil e a Índia, que estão desesperados por mais doses e lutando para controlar surtos de Covid-19.

Biden está sob pressão global para compartilhar as vacinas dos Estados Unidos, mas o líder norte-americano insistiu que precisava primeiro controlar a pandemia “em casa”.

Serão vacinas das fabricantes Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson —todas aprovadas pela autoridade médica dos EUA, a FDA (Administração de Alimentos e Drogas, na sigla em inglês).

A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, confirmou que o envio já está programado, mas não detalhou para quais países. “Essa é a maior quantidade de doses doadas por qualquer país do mundo”, ela afirmou.

O coordenador do combate ao coronavírus, Jeff Zients, vai liderar a campanha de compartilhamento de vacinas pelo mundo. Ele vai trabalhar com outros dirigentes do governo dos EUA, especialmente do Departamento de Estado, que é o órgão de relações estrangeiras do país.

Vacinação nos EUA

Posto de vacinação móvel no bairro do Brooklyn, em Nova York (EUA), em foto de 29 de março de 2021 — Foto: Kathy Willens, Arquivo/AP Photo
Posto de vacinação móvel no bairro do Brooklyn, em Nova York (EUA), em foto de 29 de março de 2021 — Foto: Kathy Willens, Arquivo/AP Photo

No começo de maio, Biden apresentou uma nova meta da imunização contra o coronavírus no país: vacinar com ao menos uma dose 70% da população adulta do país até 4 de julho, o Dia da Independência americana.

As metas anteriores da Casa Branca, como aplicar 200 milhões de doses até o fim de abril, foram atingidas, mas o desafio agora é retomar o ritmo rápido da imunização contra a Covid-19.

O maior desafio da campanha nos EUA não é obter vacinas, mas, sim, convencer as pessoas a tomarem suas doses.

Estima-se que 56% da população adulta dos EUA tenha recebido ao menos uma dose das vacinas. Considerando o regime de duas doses exigidos para a maioria de imunizantes, a estimativa é de que 32% dos adultos tenham completado a vacinação.

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