Advogados ainda não conversaram com o dono do Master desde a mudança para Brasília. Ele está em presídio de segurança máxima

Em petição encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (9/3), a defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, reclamou das regras dos presídios de segurança máxima relativas ao acesso ao cliente. Os advogados alegam que a direção da Penitenciária Federal de Brasília não permite que uma visita ocorra de imediato e solicitam “o agendamento para alguma data da próxima semana”.
Os representantes de Vorcaro também pediram a transferência do banqueiro para outra unidade prisional na capital federal.
O Brasil reúne cinco presídios federais, administrados pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, do Ministério da Justiça. Os locais são: Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO), Mossoró (RN) e Brasília (DF). Ao todo, as unidades abrigam cerca de 500 presos.
Daniel Vorcaro foi transferido de um presídio de Potim, no interior de São Paulo, para a Penitenciária Federal, no Distrito Federal, após autorização do ministro André Mendonça, relator do caso no STF.
Mendonça atendeu a um pedido da PF e afirmou que a permanência de Vorcaro em um presídio estadual de São Paulo representa “risco à segurança pública”, uma vez que o empresário “detém significativa capacidade de articulação e influência sobre diversos atores situados em diferentes esferas do poder público e do setor privado”.
A Penitenciária Federal em Brasília tem 208 celas. Os espaços são individuais e possuem seis metros quadrados. Antes, Vorcaro ficará isolado por 20 dias em uma cela de nove metros quadrados no período de adaptação.
A defesa também encaminhou pedido para conversar com o dono do Banco Master de forma reservada, sem gravações. Na unidade de segurança máxima, os encontros com os advogados são monitorados e registrados.
Desde que foi preso pela segunda vez, na quarta-feira da semana passada (4/3), Vorcaro ainda não conversou com seus advogados. Os representantes alegam que a gravação poderia atrapalhar o andamento da estratégia de defesa.
O dono do Master foi transferido para Brasília após ser preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga a venda de carteiras de créditos fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).

