Governador antecipou que, devido ao avanço da imunização contra a covid-19, pode ser viável realizar as comemorações públicas de Natal e ano novo. No entanto, taxa de transmissão continua subindo. Nesta terça-feira (5/10), o índice era de 1,15, o que indica crescimento das infecções
A terceira dose está sendo aplicada em profissionais da saúde, idosos a partir de 70 anos e imunossuprimidos graves com mais de 18 anos – (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
A dois meses do fim do ano, o Governo do Distrito Federal estuda a possibilidade da realização de comemorações de Natal e ano novo. O governador Ibaneis Rocha (MDB) acredita que será viável retomar as festas públicas devido ao avanço da vacinação contra a covid-19. Porém, ao Correio, o mandatário afirmou que depende da avaliação de técnicos da Secretaria de Saúde. Atualmente, a taxa de transmissão do novo coronavírus, no DF, está em 1,15, o que representa crescimento no número de infecções, mas, seguindo o cenário observado no restante do país, não houve aumento expressivo de internações em unidades de terapia intensiva (UTI). Enquanto isso, os profissionais de saúde poderão começar, a partir dessa quarta-feira (5/10), a receber o reforço da imunização, conhecida como terceira dose. Cada categoria terá um direcionamento.
“Minha decisão será tomada conforme as recomendações da Saúde”, explicou Ibaneis sobre as comemorações de Réveillon e Natal. Em relação ao carnaval de 2022, o chefe do Executivo local afirmou que vai esperar mais um pouco para se decidir. O secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues, defende que é impraticável manter o distanciamento social em uma festa de rua como o carnaval, mas ressalta que a decisão é de Ibaneis. Quanto à obrigatoriedade do uso de máscaras, o governador foi taxativo: “só vou tratar disso quando atingirmos 70% da população imunizada com as duas doses”.
Para Breno Adaid, pesquisador do Centro Universitário Iesb, doutor em administração e pós-doutor pela Universidade de Brasília (UnB) em ciência do comportamento, há três cenários possíveis. “Um evento (o 7 de setembro) causou essa alta nos números. Se não tiver mais eventos, daqui a pouco, os números caem. Porém, há o risco de as pessoas relaxarem, e tudo subir de novo. Ou, se tiver outro evento, os índices sobem também”, argumenta. Ele explica que o efeito de aglomerações só é sentido 15 dias depois. “Ainda está muito longe para termos projeções exatas”, explica.
(Com o Correio)

