Fonte do Planalto afirma que qualquer ação será tratada como reciprocidade, e não como retaliação aos EUA.
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ROBERTO SCHMIDT / AFP
A diplomacia brasileira está olhando com lupa para as reações de países como México, Canadá e China para discutir possíveis reações à taxação de 25% decretada por Trump para as importações de aço e alumínio.
Fontes do Planalto ouvidas pelo blog disseram que o governo analisa medidas de reciprocidade – e não retaliação. Além disso, assessores do presidente afastam a ideia de que big techs seriam taxadas como retaliação a medidas de Trump.
➡️A medida de Trump passa a valer dia 4 de março e pode atingir em cheio o setor de siderurgia destes países. A taxação de produtos estrangeiros faz parte de uma das principais promessas de campanha de Trump para priorizar a indústria norte-americana.
Hoje, cerca de 25% do aço usado nos EUA é importado, segundo o Departamento do Comércio, sendo a maior parte proveniente de países vizinhos, como México e Canadá, ou de aliados na Ásia. Além disso, metade do alumínio utilizado no país também é importado, principalmente do Canadá.
📈 Em 2024, o Brasil foi o segundo maior fornecedor de aço para os EUA, em volume, segundo dados do Departamento de Comércio americano, atrás apenas do Canadá.
📈 Em 2023, os EUA compraram 18% de todas as exportações brasileiras de ferro fundido, ferro ou aço, segundo o governo brasileiro.
Essa não é a primeira vez, no entanto, que Trump tenta taxar o aço e o alumínio importados para os EUA. Durante seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021, ele criou tarifas e outras restrições para a importação desses produtos, mas todas foram posteriormente retiradas.