Iniciativa com mais de 400 livros doados incentiva leitura e reduz tempo de tela entre jovens em atendimento no ambulatório Adolescentro.

O ambulatório Adolescentro, centro de referência em saúde mental infantojuvenil da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), inaugurou a biblioteca comunitária Adoleteca. O espaço conta com mais de 400 livros de diversos gêneros, incluindo autores clássicos e contemporâneos, catalogados para empréstimo.
O acervo foi formado por doações de servidores, pacientes e membros da comunidade, tanto livros usados quanto novos. A gerente do Adolescentro, Bibiana Monteiro, destacou que a biblioteca realiza um sonho antigo da equipe, visando incentivar a leitura para diminuir o tempo de tela dos adolescentes durante a espera por atendimentos. Muitos jovens e famílias permanecem grudados em celulares nesse período.
A Adoleteca surgiu do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental Infantojuvenil. Os residentes propuseram o projeto, que ficará como legado para a unidade. Eles coletaram as doações, catalogaram as obras e implementaram um sistema de empréstimo via QR Code, permitindo que usuários levem os livros para casa ou façam novas contribuições.
Uma das organizadoras, a residente Ana Beatriz Castro, enfatizou que o acesso à cultura é essencial na atenção psicossocial, contribuindo para a formação da identidade e o senso de pertencimento dos adolescentes. Durante grupos terapêuticos, alguns jovens expressaram interesse pela leitura como alternativa às redes sociais, mas relataram dificuldades de acesso devido à ausência de bibliotecas em suas escolas.
O Adolescentro atende crianças e adolescentes de 10 a 17 anos, 11 meses e 29 dias. Os serviços incluem consultas individuais com equipes multidisciplinares compostas por psicólogos, psiquiatras, pediatras, hebiatras, fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, ginecologistas, urologistas, neurologistas e odontólogos. Além disso, oferece 15 grupos terapêuticos focados em ansiedade e depressão, déficit intelectual, transtornos alimentares, transtornos do espectro autista (TEA), diversidade e vítimas de violência sexual.
Para acessar os serviços, é necessário encaminhamento pela Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência.

