terça-feira, 24/02/26
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Bebê nasce dentro de carro e mobiliza equipe do Hospital Regional de Santa Maria

Recém-nascida chega antes do previsto, e avó faz o parto a caminho da maternidade

Ao chegar ao HRSM, a família pediu ajuda. A equipe do hospital foi avisada e a movimentação tomou conta dos corredores. A ginecologista e obstetra da unidade, Gabriela Dornelas, conta que a equipe agiu rapidamente ao perceber a situação | Foto: Divulgação/IgesDF

 

 

O que seria apenas o trajeto até a maternidade terminou com um parto dentro do carro e minutos de apreensão até a chegada ao hospital. Diana surpreendeu a família ao nascer antes do previsto e mobilizou a equipe do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), que administrou os primeiros cuidados ainda na chegada à unidade.

“Eu ainda não consigo colocar em palavras tudo o que aconteceu. É tudo muito novo, é minha primeira filha. Jamais pensei que viveria um parto assim, dentro do carro”, conta a mãe, Mariana Dickinson, ainda emocionada ao relembrar a experiência.

Na manhã da última sexta-feira (20), Mariana procurou um hospital particular na Asa Sul onde havia planejado o nascimento. As contrações já tinham começado, mas ela, depois de passar o dia no hospital, apresentava três centímetros de dilatação. Após avaliação médica, recebeu orientação para retornar para casa, no Gama, onde mora com o companheiro.

Algumas horas depois, o trabalho de parto evoluiu rapidamente. “Cheguei em casa, tomei banho e fui me deitar. As contrações ficaram muito mais intensas, uma atrás da outra. Senti uma ardência diferente. Minha sogra comentou que poderia ser a dilatação avançando. Pouco depois, percebi que a bolsa havia rompido”, conta.

Diante da rapidez dos acontecimentos, a família decidiu seguir para a unidade pública mais próxima, o Hospital Regional de Santa Maria, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Mas Diana tinha pressa.

“No caminho, minha sogra olhou e disse que a minha filha já estava nascendo”, lembra Mariana. O companheiro, Rafael Dutra, que dirigia o veículo, parou imediatamente. Foi quando a avó paterna, Maria Luciene Feitosa, orientou que ele seguisse até o hospital enquanto ela assumia os procedimentos do parto.

Coragem e instinto

 

Colaboradora na sede administrativa do IgesDF, Maria Luciene nunca havia vivenciado situação semelhante. Ainda assim, agiu movida pelo instinto.
“Quando vi, metade do rostinho já estava para fora. A Mariana estava muito cansada, mas eu pedia que respirasse fundo e fizesse força. A gente só pedia a Deus que desse tudo certo”, recorda.

Após o nascimento, veio o momento de maior tensão: a bebê não chorava. “Eu não tenho experiência na área da saúde, então precisava manter a calma. Tentei fazer a sucção, mas não consegui. Com muito cuidado, coloquei o dedo na boquinha dela para retirar a secreção. Em seguida, virei-a de cabeça para baixo e, graças a Deus, ela chorou. Naquele instante, meu coração se acalmou, e só agradeci”, relata a avó, emocionada.

Atendimento imediato

Ao chegarem ao HRSM, ainda dentro do carro, a avó comunicou aos seguranças que tinha acabado de fazer o parto da neta e que o cordão umbilical precisava ser cortado. A equipe foi avisada, e a movimentação tomou conta dos corredores. A ginecologista e obstetra da unidade, Gabriela Dornelas, conta que a equipe agiu rapidamente ao perceber a situação.

“Sempre que começo o plantão, deixo algumas luvas extras no bolso do uniforme. Eu estava passando quando ouvi um burburinho sobre um parto no carro. Na mesma hora, já fui colocando as luvas e me apressando, porque a recém-nascida ainda estava com o cordão umbilical, e a placenta não havia sido expulsa. Fizemos os primeiros atendimentos ainda dentro do carro”, descreve.

Segundo a médica, a resposta da equipe foi imediata: “As meninas da enfermagem já estavam com todo o material aberto. Fizemos os primeiros atendimentos, avaliamos com atenção tanto a mãe quanto a bebê, verificando se estava tudo bem. Felizmente, deu tudo certo”.

Para o pai, Rafael, a lembrança ainda mistura tensão e gratidão. “Na hora, foi puro nervosismo, a gente fica sem saber o que fazer. Mas quando chegamos ao hospital e vimos que estava tudo bem, veio um alívio enorme. É uma sensação indescritível. Minha mãe foi essencial naquele momento”. Diana nasceu com 39 semanas e seis dias de gestação. Mãe e filha receberam alta na segunda-feira (23) e passam bem.

*Com informações do IgesDF

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